
Tem casal que divide as contas, as responsabilidades e até a senha do cartão. O problema começa quando um deles percebe que o maior perigo para o limite não está na rua, mas dentro de casa. Nesse caso, o ladrão pode até ter levado o cartão, mas aparentemente saiu perdendo na comparação com a própria esposa. Afinal, existe uma diferença importante entre roubar um cartão e ter autorização emocional para gastar com ele. O criminoso pode fazer algumas compras e desaparecer. Já a esposa tem potencial para transformar uma simples ida ao shopping em um investimento de longo prazo.
A situação fica ainda mais engraçada porque o marido parece ter encontrado uma forma completamente brasileira de lidar com o prejuízo: comparar o ladrão com a própria mulher e concluir que o criminoso é financeiramente mais comportado. É praticamente um elogio involuntário ao assaltante. O cartão foi roubado, mas pelo menos existe a esperança de que o ladrão tenha limites. Já em casa, aparentemente, o limite é apenas uma sugestão do banco. No fim, fica aquela reflexão: talvez o marido não esteja preocupado com o cartão roubado. Talvez esteja apenas comemorando que, por alguns dias, ninguém vai conseguir gastar mais do que a esposa.
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