
Ser recém-habilitado no Brasil é praticamente participar de um reality show onde o prêmio é chegar vivo no destino sem apagar o carro num semáforo lotado. A pessoa sai de casa já dirigindo com a pressão psicológica de quem tá desarmando uma bomba nuclear. E o trânsito brasileiro, conhecido pela sua paciência comparável à de um rinoceronte irritado, ainda buzina depois de exatos 0,3 segundos. A plaquinha “não grite porque eu choro” nem parece piada. Parece aviso oficial de sobrevivência emocional. Honestamente, muita gente habilitada há dez anos também queria usar uma dessas nas costas.
O mais incrível é que o recém-habilitado desenvolve habilidades sobrenaturais instantaneamente. O cidadão consegue morrer de medo e prestar atenção em absolutamente tudo ao mesmo tempo. Retrovisor, seta, embreagem, pedestre, motoqueiro surgindo do multiverso… tudo vira ameaça potencial. Enquanto isso, o motorista atrás acha que tá numa corrida de Fórmula 1 e começa a buzinar porque a pessoa demorou meio nanossegundo pra arrancar. O trânsito brasileiro não aceita fraqueza. É praticamente um treinamento militar com lombada. Por isso essa placa deveria virar política pública nacional. Não pela segurança no trânsito, mas pela preservação da saúde mental coletiva. Porque ninguém sai ileso psicologicamente depois das primeiras semanas dirigindo.
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