A arte da interação social é um verdadeiro enigma. Se um estranho dá bom dia na rua, é invasivo. Se não dá, é mal-educado. Se tenta puxar assunto no bar, é inconveniente. Se não tenta, é porque o romantismo morreu.
Os filmes prometeram desconhecidos charmosos oferecendo drinks e conversas cativantes, mas a vida real entrega um silêncio constrangedor e um garçom que só aparece pra cobrar. O flerte moderno é um paradoxo ambulante: queremos espontaneidade, mas com um roteiro bem escrito.