
O brasileiro já nasce com o dom de perder tempo em situações inacreditáveis. Nada como acordar atrasado, correr feito maratonista sem medalha, tropeçar no degrau da esperança e ainda ouvir do motorista a clássica ironia que bate mais forte que a queda. É o universo lembrando: “relaxa, não é azar, é só sua vida mesmo”.
O detalhe é chegar ralado, sujo e esbaforido, com a sensação de que venceu uma guerra, apenas para descobrir que não tinha batalha nenhuma. Feriado. O país inteiro descansando, e você interpretando um episódio de “Lata Velha” com seu próprio corpo.
O melhor é pensar que esse tipo de situação já vem incluso no pacote básico de ser brasileiro: boleto, fila de banco, tropeço público e feriado esquecido. Não existe planejamento que resista ao calendário nacional, principalmente quando ele resolve te dar um dia livre, mas só depois de você ter feito cosplay de desgraça humana.






