Quando o quase no concurso significa seis e a autoestima sai de licença

Quando o quase no concurso significa seis e a autoestima sai de licença

Essa imagem é um resumo perfeito da matemática emocional aplicada aos concursos públicos. A expectativa começa lá em cima, cheia de esperança, confiança e aquele otimismo brasileiro que ignora completamente a realidade. Setenta questões viram um número simbólico, quase místico, como se a mente dissesse “se eu fiz a prova inteira, alguma coisa boa tem que sair disso”. A cada tentativa de chute, a imaginação trabalha mais do que o raciocínio lógico, criando uma escala de acertos que vai do genial ao minimamente aceitável em questão de segundos. É o famoso otimismo progressivo ao contrário, onde a expectativa cai mais rápido que conexão de Wi-Fi em dia de chuva.

O desfecho é uma obra de arte do humor involuntário. O “quase” vira uma entidade misteriosa, porque quase nunca significa perto, só significa que não deu certo mesmo. Acertar seis questões depois de setenta é aquele momento em que o cérebro pede desculpa por ter acreditado demais. Ainda assim, existe orgulho. Porque não é sobre passar, é sobre ter história pra contar, meme pra compartilhar e motivo pra rir da própria desgraça. No Brasil, errar muito também é uma forma de experiência. Essa imagem prova que, às vezes, o resultado não aprova, mas o entretenimento é garantido.

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