Quando o beijo vira filosofia e a paquera pede certificado emocional

Quando o beijo vira filosofia e a paquera pede certificado emocional

Romantização em excesso é um esporte olímpico praticado principalmente no direct, onde qualquer convite simples vira debate filosófico sobre sentimentos, propósito e metáforas culinárias. A pessoa não quer só um beijo, quer um enredo, uma trilha sonora e um contrato emocional assinado em três vias. O brasileiro médio só queria algo leve, mas recebeu uma aula de literatura romântica com analogia gastronômica inclusa. É o famoso choque de expectativas: um lado quer emoção imediata, o outro quer amor verdadeiro antes de qualquer selinho. O clima vai de flerte para sessão de terapia em dois minutos.

O deboche mora exatamente na comparação exagerada. Transformar beijo casual em comida sem gosto por causa de gripe é um nível de drama que merece um prêmio. É bonito, é profundo, mas totalmente desproporcional para a situação. O brasileiro olha isso e já sabe que ali não vai rolar nada simples nunca mais. Tudo vira intenso, simbólico e emocionalmente cansativo. No fundo, ninguém está errado, só estão em fusos horários sentimentais diferentes. Um vive no modo “vamos ver no que dá”, o outro no modo “só com amor verdadeiro e playlist do Spotify”. Resultado: zero beijo, cem por cento de meme garantido.

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