
Existe uma modalidade olímpica chamada “acompanhar pedido no app com fé no coração”, e a Luana Sem Janta acabou de ganhar ouro na categoria frustração instantânea. A tecnologia prometendo precisão cirúrgica, o GPS mostrando o motoboy praticamente batendo na porta, e a realidade entregando um tapa gourmet na cara. É o famoso combo brasileiro: expectativa alta, campainha errada e estômago vazio. O universo simplesmente olhou para a fome dela e falou “hoje não, guerreira”. Nada mais brasileiro do que perder a janta por causa de um erro de campainha e ainda ver o aplicativo marcando como entregue, como se fosse uma mentira descarada com selo de autenticidade digital.
O boneco com cara de poucos amigos representa todo mundo que já encarou a tela do celular em silêncio, negociando com o além e pensando em ligar pro restaurante ou aceitar o destino. A assinatura “Luana Sem Janta” já nasce como personagem oficial da vida adulta moderna, patrocinada pelo ódio e pela maionese que nunca chegou. É o tipo de situação que transforma gente pacífica em vilã de novela das nove. Moral da história: rastrear pedido não evita sofrimento, só aumenta o drama em tempo real. No Brasil, até a comida resolve fazer suspense. Comer virou esporte radical, e pedir delivery é prova de fé.






