
O mundo das conversas virtuais é um verdadeiro palco de surpresas. A pessoa começa toda básica, perguntando idade, chamando de xuxu, criando aquele clima de entrevista de emprego romântica. Tudo muito padrão, roteiro clássico de paquera online: pergunta o que faz da vida, responde que estuda e trabalha, joga um elogio educado e segue o protocolo. Até aí, nada demais, parece mais um diálogo normal entre dois jovens cheios de sonhos e boletos. Mas a internet tem esse dom mágico de transformar qualquer conversa inocente num momento histórico digno de meme.
De repente surge a revelação mais sincera e genial possível: “atrizteza da família”. Pronto, o currículo artístico ganhou uma nova categoria oficial. Porque não basta ser atriz, tem que carregar o peso dramático de ser o orgulho alternativo dos parentes, aquela pessoa que todo almoço de domingo alguém pergunta quando vai arrumar um emprego “de verdade”. É praticamente um cargo hereditário, misto de comediante involuntária e protagonista de novela mexicana familiar. No fundo, todo mundo conhece alguém assim, que luta pelos sonhos enquanto a família luta pra entender qual é o sonho. E o melhor é que a própria pessoa já assume o título com humor, porque se não rir da própria desgraça profissional, vai chorar no camarim imaginário.






