
Existe uma linha muito tênue entre estar cheiroso e virar uma sobremesa ambulante. O ser humano passa perfume acreditando que vai atrair olhares, despertar interesse e causar impacto social. O que ninguém comenta é que a natureza também tem opinião, e às vezes ela decide participar dessa interação de forma bastante direta. Nada destrói mais rápido a autoestima do que perceber que o único ser realmente interessado no seu cheiro tem seis patas e um histórico sério de produzir mel.
O mais impressionante é como o universo tem um senso de humor extremamente específico. A pessoa investe em fragrância com nome sofisticado, embalagem elegante e promessa de deixar qualquer um hipnotizado, e no final quem aparece é um inseto claramente emocionado com a experiência. Isso levanta uma dúvida profunda sobre o verdadeiro público-alvo desses perfumes. Talvez o marketing devesse ser mais honesto e colocar algo como “atração garantida, mas não necessariamente humana”. No fim, fica a sensação de que o problema nunca foi falta de química, era só o tipo errado de espécie reagindo.






