O verdadeiro despertador não é o alarme, é a quina da parede

O verdadeiro despertador não é o alarme, é a quina da parede

O dedo mindinho do pé é a maior prova de que o corpo humano foi projetado com senso de humor. Ele não serve pra nada relevante, não ajuda a segurar objetos, não melhora o equilíbrio de forma perceptível e ainda assim tem o poder absurdo de destruir a dignidade de qualquer pessoa em menos de meio segundo. É impressionante como uma parte tão pequena consegue gerar uma dor tão grande, quase como se fosse uma vingança acumulada desde o nascimento.

O mais curioso é que esse tipo de acidente acontece sempre no piloto automático, naquele estado em que a pessoa não é nem um ser humano completo nem um espírito, é só uma entidade vagando atrás de água. O universo escolhe exatamente esse momento de vulnerabilidade para lembrar que a vida não é um passeio tranquilo, é um campo minado emocional e físico. O café demora vários minutos para acordar alguém, mas o dedo mindinho resolve isso instantaneamente com eficiência brutal. No fim, fica claro que o verdadeiro despertador não é tecnológico, é arquitetônico.

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