Relacionamento aberto. Quando a conta é conjunta mas o gasto é individual

Relacionamento aberto. Quando a conta é conjunta mas o gasto é individual

Relacionamento aberto virou o nome educado para uma planilha emocional que só funciona para um lado. A matemática é sempre curiosa, porque enquanto uma pessoa acumula experiências como se estivesse completando álbum de figurinha, a outra contabiliza tentativas como quem economiza bateria no celular. A conta nunca fecha, mas todo mundo finge que é moderno, maduro e evoluído. O conceito de liberdade aparece bonito no discurso, mas na prática vem acompanhado de comparações perigosas e autoestima precisando de reajuste anual. É a famosa ideia que parece incrível no papel, mas dá problema quando entra em campo.

O deboche mora no equilíbrio inexistente. Um lado vive no modo social ativo, enquanto o outro adota o estilo caseiro introspectivo, quase monástico, porém oficialmente dentro do mesmo acordo. A desculpa sempre soa sofisticada, como se fosse uma escolha de lifestyle e não simples preguiça emocional com selo premium. No fundo, todo mundo entende o roteiro. Um aproveita o mundo, o outro aproveita o sofá. E ambos juram que está tudo certo. O brasileiro olha isso e ri porque já viu esse filme, conhece o final e sabe que relacionamento aberto raramente fecha com lucro para os dois lados.

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