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Teleportei? Não, só tava bêbado mesmo!

Teleportei? Não, só tava bêbado mesmo!

Dizem que amigo de verdade é aquele que te ajuda nos piores momentos… inclusive quando você tá tão bêbado que esquece da existência dele no processo. O nível de cachaça aqui foi tão alto que a pessoa conseguiu viver uma viagem inteira, chegar em casa e ainda achar que fez tudo sozinha. A memória simplesmente clicou no “pular acompanhamento” igual anúncio do YouTube.

O coitado indo salvar o amigo, cheio de responsabilidade, espírito de missão e gasolina cara. Enquanto isso, o bebum já estava em casa achando que é atleta olímpico do teletransporte. Deve ter pensado: “Meu Deus, eu sou um gênio da locomoção!”. Aí vem a mensagem final, com o amigo lembrando que foi ele quem fez todo o rolê acontecer. A realidade chega como ressaca: dolorida, humilhante e com alguém te chamando de vacilão.

Conclusão: álcool cria superpoderes imaginários e destrói amizades temporariamente. Mas no outro dia tudo se resolve com pão com mortadela e aquele “foi mal, pai”.

Sem tempo pra sofrer: Desabafos em 30 segundos ou menos

Sem tempo pra sofrer: Desabafos em 30 segundos ou menos

Chorar hoje em dia virou item de luxo. A vida adulta tá tão corrida que até o sofrimento entra na agenda: “Chorar – terça, das 19h às 19h07, se sobrar tempo”. E quando a pessoa resolve desabafar, o desabafo vem no formato de filhote com garrafa na boca, porque nada traduz tão bem a bagunça emocional quanto um cachorro tentando mastigar o próprio drama. A imagem já diz tudo: “estou na merda, mas continuo fofo”.

Tem gente que não pode nem desenvolver a tristeza, porque senão o boletinho emocional atrasa. Então manda um “só vim desabafar” como quem diz “rapidinho, só passando pra deixar meu coração no balcão”. E o pior é que a gente entende. Porque quem nunca teve que apressar a própria lágrima pra não perder o prazo da próxima reunião? Quem nunca pensou “vou chorar no ônibus mesmo, que é o tempo que tenho”? No fim, o verdadeiro resumo da saúde mental contemporânea é simples: a gente não tá bem, mas pelo menos tem meme.

Quando o amor vira julgamento e você é réu sem direito a defesa

Quando o amor vira julgamento e você é réu sem direito a defesa

A maturidade num relacionamento tem prazo de validade, e geralmente dura até o momento em que alguém admite a culpa. Porque assumir erro é fácil… até o outro concordar. Aí já vira agressão gratuita. Você respira fundo, tenta ser a pessoa evoluída da relação, solta aquele discurso digno de coach emocional, todo trabalhado na inteligência emocional, e a recompensa vem na forma de um “é, realmente, você vacilou”. O famoso romantismo brasileiro: amor, carinho e a certeza de que sempre haverá alguém para te jogar debaixo do ônibus, mesmo quando você foi gentil o suficiente pra se deitar lá primeiro.

Relacionamento também é teste de paciência culinária. A embalagem com a receita é tipo aquele certificado de garantia do amor: se some, tudo vira caos. E quando você, com toda a boa vontade do mundo, decide amenizar a situação, a pessoa simplesmente concorda que a culpa foi sua. A audácia mora no mesmo CEP do romance. No fim, a gente fica só esperando o juiz bater o martelo: “relação culpada por danos emocionais leves”.

Macarena: a cura emocional que Freud esqueceu de estudar

Macarena: a cura emocional que Freud esqueceu de estudar

Tem gente que cura o coração partido com terapia, outros com vinho, e alguns com a força inexplicável da Macarena. É quase um exorcismo emocional: impossível continuar triste quando começa o “Dale a tu cuerpo alegría, Macarena”. A lágrima seca sozinha, o trauma vira coreografia e, de repente, a vida faz mais sentido que qualquer sessão de coach. O motorista do Uber, sem saber, inventou uma nova forma de primeiros socorros emocionais: música de casamento dos anos 90. Psicólogos que me perdoem, mas talvez o verdadeiro segredo da felicidade esteja entre o refrão e o passinho errado que todo mundo faz. No fundo, o ser humano é simples — só precisa de um motivo pra rir da própria desgraça e um hit latino pra lembrar que nem todo drama merece trilha sonora triste.

O grupo da faculdade que parece um encontro de gerações patrocinado pelo desespero

O grupo da faculdade que parece um encontro de gerações patrocinado pelo desespero

Nada une mais gerações do que um trabalho em grupo na faculdade. De um lado, o senhor de 50 anos que já trabalhou em três empresas, tem experiência de vida e acha que PowerPoint é tecnologia de ponta. Do outro, o adolescente de 17 que faz tudo pelo celular, usa gírias que parecem outra língua e acha que “deadline” é só uma sugestão. E no meio, o estudante padrão: com sono, com ansiedade e sem vontade de lidar com nenhum dos dois.

Esse tipo de grupo é praticamente um encontro intergeracional patrocinado pelo caos. Um tem sabedoria, outro tem energia, e o terceiro tem Google. No fim, o resultado é sempre o mesmo: o de 50 quer fazer reunião presencial, o de 17 some no Discord e o intermediário acaba fazendo tudo. É a evolução natural do trabalho em grupo — do “vamos dividir as tarefas” ao “eu mando o PDF pronto”.

Faculdade é sobre aprender, sim. Mas o maior aprendizado é: nunca subestime o poder do aluno que sabe mexer no Canva.

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