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A guerra dos 115 flamenguistas por Islandês

A guerra dos 115 flamenguistas por Islandês

A matemática do brasileiro é sempre uma mistura de estatística criativa com meme de grupo do WhatsApp. E o mais curioso é que, por incrível que pareça, às vezes faz sentido. Quarenta milhões de flamenguistas contra 350 mil islandeses soa como a sinopse de um filme apocalíptico patrocinado pela Globo e dirigido pelo Michael Bay: explosões, sinalizadores e um islandês tentando negociar em troca de bacalhau.

A lógica é simples: cada cidadão da Islândia teria que enfrentar 115 flamenguistas. Ou seja, seria praticamente um Battle Royale com ingresso vendido na arquibancada da Gávea. Pior que, conhecendo o brasileiro, os flamenguistas já chegariam organizados, com bateria, bandeirão e grito de guerra. A Islândia não teria chance. No final, o país inteiro acabaria virando uma nova filial da torcida organizada. O que era para ser uma informação aleatória virou quase um plano estratégico de dominação mundial. Se o futuro depender disso, é melhor os islandeses começarem a treinar desde já.

Quando a psicanálise vira teste de gravidez gratuito

Quando a psicanálise vira teste de gravidez gratuito

Tem gente que paga caro por consulta de vidente, joga tarô, estuda astrologia, mas nada supera a previsão gratuita de um psicólogo que resolveu brincar de interpretar sonho. É a famosa mistura de Jung com teste de farmácia. O sujeito só queria fazer uma piada leve, tipo “olha aí, seu sonho significa tal coisa”, e acabou se tornando pai em tempo real. Moral da história: nunca subestime o poder de um chute bem dado, porque às vezes ele acerta mais que previsão do tempo.

Imagina agora esse homem tentando convencer os amigos que não foi um “eu te disse”, e sim pura coincidência. Já pensou se ele resolve levar isso a sério? O próximo paciente sonha com um cachorro e ele já avisa: “Parabéns, você vai adotar um vira-lata caramelo semana que vem”. E o pior é que pode dar certo de novo. No fundo, fica a dúvida: será que ele é psicólogo, médium ou apenas alguém com uma sorte perigosa?

Descobri na redação que eu era só colega de classe

Descobri na redação que eu era só colega de classe

Poucas coisas doem mais do que a ilusão de achar que você é o “melhor amigo” de alguém e descobrir que, na real, está mais para figurante da vida dele. É quase como ser aquele personagem que aparece na novela só para segurar a porta do elevador. A criança escreve uma redação inteira cheia de elogios, cita momentos, descreve como se fosse uma biografia autorizada… e quando o outro lê a dele, percebe que não ganhou nem uma nota de rodapé.

É a famosa friendzone da amizade, onde você acha que é o Neymar do time e descobre que está no banco de reservas, sem nem uniforme. Mas pelo lado positivo, esse é o tipo de trauma que ensina cedo: nunca confie 100% no título de “melhor amigo”. Melhor amigo de verdade não é o que fala, é o que te coloca na lista — seja de aniversário, de grupo do WhatsApp ou até de redação escolar.

McTristeza Feliz — quando nem o combo resolve a crise existencial

McTristeza Feliz — quando nem o combo resolve a crise existencial

A vida moderna trouxe dilemas que nem Freud explicaria. Antigamente, o drama era esquecer o pão na padaria; hoje, é comer um McLanche Feliz e continuar infeliz. O cliente não quer só batata frita, ele quer sentido existencial incluso no combo. E aí sobra pro Celso, que virou praticamente o Batman do consumidor, mas sem capa — apenas com mensagens no direct de gente que acha que o Procon também é psicólogo.

O melhor é a criatividade: “Oi Celso Urso manco…” Já começa parecendo nome de banda indie. E no meio disso tudo, a pergunta mais brasileira possível: “Devo chamar a polícia?” Porque aqui a lógica é simples: se o lanche não cumpriu a promessa de felicidade, claramente temos um caso de estelionato emocional. Quem sabe, no futuro, o cardápio já venha com níveis de alegria: “Feliz básico”, “Feliz premium” e “Feliz de verdade, mas custa R$ 49,90 sem refil”.

Apoiar amigo sim, virar sócio de pirâmide não

Apoiar amigo sim, virar sócio de pirâmide não

O problema do empreendedor moderno é achar que está no “Shark Tank”, mas na verdade só abriu uma lojinha no Instagram. O sujeito compra algo por 5 reais e tenta revender por 50, jurando que está aplicando uma estratégia inovadora chamada “lucro exponencial sem noção”. Apoiar o negócio é quase um teste de amizade: se você compra, não é cliente, é investidor-anjo sem retorno. E ainda escuta a famosa justificativa de que “tem que valorizar o esforço, o atendimento, o delivery”.

A realidade é que o preço final parece cálculo feito no Paint com ajuda do dólar paralelo. No fim, quem olha a etiqueta não vê um produto, vê um financiamento estudantil. Apoiar amigo é bom, mas pagar 50 reais numa caneca que brilha no escuro é pedir demais. Principalmente quando o mesmo item tá na Shopee por 7, com frete grátis e cupom de desconto.

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