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Voltar pra 1995: Sem internet, mas com chance no concurso

Voltar pra 1995: Sem internet, mas com chance no concurso

Acordar em 1995 sem Wi-Fi e sem celular seria praticamente um retiro espiritual forçado. Imagina o choque de uma geração que hoje surta se o 4G cai por cinco minutos. Em 95, a maior treta tecnológica era rebobinar a fita da locadora antes de devolver, senão pagava multa. E quem quisesse dar aquela stalkeada teria que abrir uma lista telefônica do tamanho de um tijolo e rezar pra pessoa não estar com o número “não identificado”.

Enquanto hoje as notificações são sobre Pix ou boleto, na época o auge era receber uma ligação a cobrar com aquele “diz que me ama rapidinho porque é caro”. O comentário do cara sobre concurso foi certeiro: em 95, bastava saber escrever “cachorro” sem “x” pra passar na prova. Não tinha essa concorrência de 10 mil candidatos pra 3 vagas. Era quase garantia de estabilidade vitalícia, junto com vale-coxinha na cantina.

Resumo: voltar pra 95 pode até não ter Wi-Fi, mas pelo menos tinha esperança.

O dia em que o cachorro foi acusado injustamente de roubar o chinelo

O dia em que o cachorro foi acusado injustamente de roubar o chinelo

Cachorro e chinelo: uma dupla mais tradicional que arroz com feijão. Todo dono já sabe que, se o pet desaparecer e um chinelo também sumir, é porque os dois estão juntos em algum lugar. E a cena é sempre a mesma: o cachorro feliz da vida, rabo abanando, e o dono desesperado procurando o par perdido. O mais curioso é que os bichos parecem ter um radar especial para escolher justamente aquele chinelo novo, o único que não está gasto e que custou caro.

A conversa mostra o nível de confiança entre vizinhos no Brasil: ninguém pergunta se o cachorro está bem, a dúvida é se ele levou algum calçado junto. O animal já virou praticamente uma entidade responsável por controlar o estoque de Havaianas do bairro. Se bobear, logo aparece anúncio em grupo de Facebook: “Procura-se chinelo, último paradeiro visto na boca do cachorro do vizinho”. No fim, o cachorro tá lá, pleno, sem chinelo, provando que nem sempre o crime é dele.

Pet Shop Delivery – Como adotar um cachorro sem perceber

Pet Shop Delivery – Como adotar um cachorro sem perceber

Tem coisa que só acontece em família brasileira. O pai simplesmente pega um cachorro da rua, manda pro banho no pet shop e ainda pede pra entregar em casa no nome da filha. Como se fosse um iFood de cachorro: você pede, lava, perfuma e chega no portão como “pedido concluído”. E o detalhe mais cômico é o pet shop anunciando a entrega como se fosse algo comum: “olha, tá aqui seu doguinho, limpinho e cheiroso”. Enquanto isso, a dona da casa jurando que nunca viu aquele animal na vida.

É nesse nível de espontaneidade que surgem novos membros da família. O cachorro não foi adotado, ele foi literalmente entregue de surpresa, igual brinde de promoção. E o pet shop ainda fecha a questão com a frase definitiva: “agora é”. E realmente, depois de um banho caro e perfume canino, não existe devolução. No contrato invisível da vida, pet que sai do pet shop não volta mais pro rolê das ruas.

A saga da coca morna e a geladeira motorizada

A saga da coca morna e a geladeira motorizada

Avaliação de cliente brasileiro é sempre uma obra-prima do entretenimento. O sujeito pede uma Coca-Cola no calor de Campo Grande, recebe o refrigerante morno e já imagina que o motoboy deveria chegar pilotando uma moto equipada com freezer frost free. O comentário é seco, mas a resposta do restaurante foi digna de stand-up: “vou ver se dá pra amarrar uma geladeira na garupa”. É nesse nível de sinceridade que o comércio brasileiro sobrevive ao verão de 32 graus.

A verdade é que, em certas cidades, a bebida já sai suando da garrafa só de olhar para o sol. Não existe isopor, gelo ou fé que segure a temperatura. No fim das contas, o cliente ainda deu 4 estrelas, porque brasileiro critica, mas não destrói completamente o rolê gastronômico. Afinal, ninguém quer atrapalhar a chance de um refrigerante geladinho da próxima vez.

Se inventarem delivery com ar-condicionado acoplado, Campo Grande vai ser a capital mundial da felicidade gaseificada.

Ajuda escolar ou cópia profissional?

Ajuda escolar ou cópia profissional

Só no Brasil mesmo pra alguém entrar numa sala de aula achando que vai registrar um momento fofo e, sem perceber, acabar virando cúmplice de cola coletiva. A criança viu uma chance de ouro: um adulto distraído, caneta na mão e zero suspeitas do que estava rolando. Resultado? Um reforço escolar instantâneo em plena prova oficial. Quem precisa de Google quando se tem uma visitante disposta a “ajudar na tarefinha”?

O detalhe é que a criança ainda teve a cara de pau estratégica de disfarçar como se fosse uma atividade comum. O verdadeiro talento não está em decorar a tabuada, mas em recrutar reforços de fora da escola. É o famoso networking acadêmico, versão ensino fundamental. Enquanto isso, a diretora só feliz com o silêncio da turma, sem saber que o som que realmente faltava era o de sirenes da polícia das provas.

Moral da história: nunca subestime a criatividade de uma criança diante de um boletim em perigo.

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