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Cantadas brasileiras: entre o amor e o ataque gratuito

Cantadas brasileiras: entre o amor e o ataque gratuito

Na arte da cantada brasileira, todo mundo tenta ser poeta, mas tem gente que nasce crítico de comédia stand-up e não sabe. O problema é que nem sempre o romantismo e o deboche andam de mãos dadas — às vezes eles se empurram escada abaixo. Enquanto uns jogam charme, outros jogam sinceridade com efeito colateral. O coração vai preparado pra um “awn” e recebe um “avé maria”.

O brasileiro não tem limite, mas tem wi-fi e tempo livre. E é por isso que os flertes virtuais são mais perigosos que fila de Black Friday: você acha que vai sair com um desconto e acaba com um trauma.

Chifre motivacional: o antes e depois que a autoajuda não mostra

Chifre motivacional: o antes e depois que a autoajuda não mostra

Tem gente que tira força da fraqueza. E tem gente que tira habilitação, barriga negativa e uma promoção depois de um chifre. Isso aí não foi uma traição, foi uma injeção de autoestima com B12 e pré-treino! O ser humano tem duas fases: antes do chifre e depois de virar o próprio coach motivacional.

A mulher zerou a vida em tempo recorde e ainda deixou os colegas de trabalho repensando a fidelidade só pela chance de alcançar metade dos resultados. A academia lucrou, o Detran vibrou, e a autoestima dela hoje não cabe nem no porta-malas do carro novo.

Benjamin, 6 anos: perito forense do amor

Benjamin, 6 anos: perito forense do amor

Tem gente que nasce com dom. Enquanto uns adultos não sabem nem diferenciar amaciante de desinfetante, o menino de seis anos já tá na fase “perito da paixão olfativa”. O moleque não sabe fazer conta de dividir, mas reconhece o cheiro do amor verdadeiro a metros de distância. Se tivesse um CSI: Jardim de Infância, ele era o chefe da investigação.

Enquanto o resto da turma ainda tá tentando lembrar se almoçou, esse jovem já operava no modo “romântico nível ninja”. No futuro, esse aí não vai mandar flores… vai mandar camiseta com perfume personalizado. A gente achando que era só um recreio, mas era uma verdadeira operação da Interpol dos sentimentos.

Desempregado sim, mas com amor em tempo integral!

Desempregado sim, mas com amor em tempo integral!

No Brasil, o desemprego não é só um problema econômico, é uma prova de amor. Se o relacionamento vai mal, o culpado nunca é o ciúmes, a insegurança ou o horóscopo. É o emprego. Isso mesmo. Porque se tem boletos vencendo, tudo bem… mas deixar o “amor da sua vida” no vácuo por mais de 10 minutos? Crime passional corporativo.

Na lógica romântica brasileira, CLT devia significar: “Celular Livre o Tempo todo”. Afinal, o que é uma reunião com o chefe diante da necessidade de mandar um “bom dia, vida”? O romantismo chegou num ponto tão intenso que pedir demissão virou novo gesto de carinho. “Te amo” é coisa do passado. Agora o negócio é: “larga tudo por mim e vem ser meu desocupado favorito”.

Talento com t minúsculo, entrega com T de Top

Talento com t minúsculo, entrega com T de Top

O Brasil é o único país onde o talento é medido por capacidade de descascar frutas sem interromper o fluxo da casca. Enquanto uns treinam para o “The Voice”, outros dominam o “The Peel”. E olha… o nível é tão avançado que parece até final de Copa do Mundo entre laranja-baía e tangerina.

Tem quem chame de dom, tem quem ache inútil. Mas quem já tentou fazer e terminou com os dedos parecendo que brigaram com uma navalha sabe: isso não é só talento, é quase arte moderna. Ainda mais quando a casca faz espiral digna de enfeite de Natal artesanal.

E o mais impressionante? A humildade de quem reconhece que seu poder é com “t” minúsculo, mas entrega uma performance de “T” maiúsculo, com maiúsculo duplo.

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