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Descobri na redação que eu era só colega de classe

Descobri na redação que eu era só colega de classe

Poucas coisas doem mais do que a ilusão de achar que você é o “melhor amigo” de alguém e descobrir que, na real, está mais para figurante da vida dele. É quase como ser aquele personagem que aparece na novela só para segurar a porta do elevador. A criança escreve uma redação inteira cheia de elogios, cita momentos, descreve como se fosse uma biografia autorizada… e quando o outro lê a dele, percebe que não ganhou nem uma nota de rodapé.

É a famosa friendzone da amizade, onde você acha que é o Neymar do time e descobre que está no banco de reservas, sem nem uniforme. Mas pelo lado positivo, esse é o tipo de trauma que ensina cedo: nunca confie 100% no título de “melhor amigo”. Melhor amigo de verdade não é o que fala, é o que te coloca na lista — seja de aniversário, de grupo do WhatsApp ou até de redação escolar.

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McTristeza Feliz — quando nem o combo resolve a crise existencial

McTristeza Feliz — quando nem o combo resolve a crise existencial

A vida moderna trouxe dilemas que nem Freud explicaria. Antigamente, o drama era esquecer o pão na padaria; hoje, é comer um McLanche Feliz e continuar infeliz. O cliente não quer só batata frita, ele quer sentido existencial incluso no combo. E aí sobra pro Celso, que virou praticamente o Batman do consumidor, mas sem capa — apenas com mensagens no direct de gente que acha que o Procon também é psicólogo.

O melhor é a criatividade: “Oi Celso Urso manco…” Já começa parecendo nome de banda indie. E no meio disso tudo, a pergunta mais brasileira possível: “Devo chamar a polícia?” Porque aqui a lógica é simples: se o lanche não cumpriu a promessa de felicidade, claramente temos um caso de estelionato emocional. Quem sabe, no futuro, o cardápio já venha com níveis de alegria: “Feliz básico”, “Feliz premium” e “Feliz de verdade, mas custa R$ 49,90 sem refil”.

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Apoiar amigo sim, virar sócio de pirâmide não

Apoiar amigo sim, virar sócio de pirâmide não

O problema do empreendedor moderno é achar que está no “Shark Tank”, mas na verdade só abriu uma lojinha no Instagram. O sujeito compra algo por 5 reais e tenta revender por 50, jurando que está aplicando uma estratégia inovadora chamada “lucro exponencial sem noção”. Apoiar o negócio é quase um teste de amizade: se você compra, não é cliente, é investidor-anjo sem retorno. E ainda escuta a famosa justificativa de que “tem que valorizar o esforço, o atendimento, o delivery”.

A realidade é que o preço final parece cálculo feito no Paint com ajuda do dólar paralelo. No fim, quem olha a etiqueta não vê um produto, vê um financiamento estudantil. Apoiar amigo é bom, mas pagar 50 reais numa caneca que brilha no escuro é pedir demais. Principalmente quando o mesmo item tá na Shopee por 7, com frete grátis e cupom de desconto.

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Vaga exige MBA, cinco idiomas e superpoderes — salário: um pastel e um caldo de cana

Vaga exige MBA, cinco idiomas e superpoderes — salário: um pastel e um caldo de cana

Vaga de emprego no Brasil já virou gênero de terror. A descrição começa bonita: assistente administrativo. Mas aí vem a lista de funções e o coração dispara. O candidato precisa captar clientes, controlar fluxo de caixa, gerir redes sociais, limpar o ambiente, fazer relatórios, provavelmente trocar a lâmpada da recepção e, se sobrar tempo, cantar parabéns no aniversário do chefe. E não para por aí. Nos requisitos, a exigência é praticamente virar o super-herói da administração: Excel avançado, superior em Administração, MBA em Gestão de Projetos, fluência em inglês e alemão, experiência comprovada e liderança de times.

Tudo isso para embolsar a fortuna de R$ 1.200,00 como PJ. A única fluência que esse salário garante é em boleto atrasado. Para quem tem MBA, a parte mais desafiadora será explicar para os pais como investiu cinco anos de estudo para ganhar menos que um estagiário.

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Esqueceu o RG em janeiro e só lembrou em setembro: O verdadeiro brasileiro raiz

Esqueceu o RG em janeiro e só lembrou em setembro: O verdadeiro brasileiro raiz

Sete meses depois, o primo lembra que esqueceu a identidade. Isso não é apenas esquecimento, é praticamente um novo estilo de vida. O cara já viveu um carnaval inteiro, provavelmente entrou em festa clandestina, pegou ônibus interestadual, abriu conta no banco e só agora se tocou que talvez o RG esteja curtindo férias prolongadas em outra cidade.

O mais engraçado é imaginar a identidade lá na gaveta, criando raiz, pagando aluguel atrasado e sendo mais presente na casa alheia do que o próprio dono. Nesse ritmo, já já o documento pede cidadania local e ganha título de eleitor. O primo, por sua vez, está na categoria “andarilho anônimo”, vivendo na base do “confia, sou eu mesmo”. E se até setembro ele não sentiu falta, talvez a verdadeira identidade perdida seja a noção de responsabilidade. Porque, convenhamos, lembrar disso só depois de 259 dias é digno de um novo campo no RG: “observação: só funciona em modo atraso”.

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