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Quando o player 2 é mais importante que as amigas

Quando o player 2 é mais importante que as amigas

Quando o amor bate forte e o joystick é compartilhado, a noção vai embora junto com a dignidade social. A gata trocou rolê com as amigas por uma partida de Call of Duty no sofá com o crush que tem mais jogo na estante do que amigo na vida real. É o famoso “namoro gamer edition”: ela achando que tá vivendo um romance épico e o cara só querendo alguém pra carregar no co-op. Amor moderno vem com lag, atualização e, às vezes, perda de amizade.

Português passa mal: a arte de seduzir com erro de digitação

Português passa mal: a arte de seduzir com erro de digitação

Tem gente que não escreve certo nem errado… escreve com emoção. É uma mistura de português com tentativa de cantada que beira o surrealismo. A ortografia vai embora e dá lugar a um novo idioma: o “fofês apaixonado com erro proposital (ou não)”. É tanto “você é minha velicidade” que até o corretor do celular pediu demissão. A língua portuguesa, coitada, tá em prantos no cantinho, abraçada na gramática e sussurrando: “não aguento mais esse romance”.

Evolução reversa: quando o humano vira o pet do próprio vício

Evolução reversa: quando o humano vira o pet do próprio vício

Dizem que o ser humano é o mais evoluído da cadeia alimentar, mas basta sumir o celular por 30 segundos pra virar um animal em extinção procurando Wi-Fi no mato. A ironia? Zoamos os cachorros por não conseguirem viver sem uma bolinha, enquanto a gente surta por um pedaço de vidro que vibra. No fim, a diferença entre o tutor e o pet é que um sabe usar o Instagram — e o outro sabe da hipocrisia toda e ainda tira sarro.

Se Darwin visse essa cena, com certeza atualizava a teoria da evolução: quem manda agora é quem segura o celular. Literalmente.

Manda foto de agora e ganha uma crise existencial grátis

Manda foto de agora e ganha uma crise existencial grátis

No Brasil, pedir uma foto “de agora” é abrir uma porta direta pro multiverso da filosofia. Porque aqui, a paquera não é só cantada — é tese de mestrado com citação de Kant e supervisão do professor Clóvis de Barros Filho. O “manda foto de agora” virou um convite à reflexão sobre a fluidez do tempo, o colapso da matéria e a ineficácia dos filtros do Instagram frente à entropia.

Na prática, o que chamamos de “agora” já virou passado antes mesmo do print. A selfie é um registro do que foi, enviado em um presente que já não é, para ser visto em um futuro que vai ficar no vácuo. Resumindo: amor na era quântica é complicado, especialmente quando envolve Wi-Fi instável e crises existenciais.

E o pior é que a pessoa só queria uma foto do rosto, mas recebeu uma aula de metafísica digna de nota no ENEM. Resultado: zero beijo na boca, mas cem pontos na redação.

Os ovos estavam sob as bananas e esse supermercado virou uma parábola moderna

Os ovos estavam sob as bananas e esse supermercado virou uma parábola moderna

Se o Brasil fosse um supermercado, a lógica seria opcional e o layout feito por um poeta pós-moderno com queda por duplo sentido. A seção de frutas e derivados virou praticamente uma charada visual. Porque sim: os ovos estão embaixo das bananas. E não é metáfora, é logística criativa mesmo. O empacotador brasileiro não organiza, ele roteiriza.

Nesse país, até o supermercado treina a gente pra interpretar camadas. Literalmente. Quer leite? Tá atrás do corredor do sabão. Farinha? Fica ao lado da ração de gato, claro. E os ovos? Bom… eles agora nasceram das bananas. Uma aliança simbólica entre potássio e proteína. Um verdadeiro plot twist nutricional.

Mas tem lógica, sim: você sai de casa querendo só um pão, volta com reflexão filosófica e dúvida existencial. Porque se os ovos estão sob as bananas, onde será que a dignidade humana se esconde? Talvez atrás da prateleira do café solúvel, que é onde os sonhos vão pra tirar cochilo.

A verdade é que, aqui, a feira é tão confusa que só falta precisar de GPS. E ainda assim a gente agradece ao moço que explicou tudo com respeito e clareza. Afinal, ele é praticamente um guia espiritual da quitanda.

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