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Me chama pro rolê, mas paga tudo: o golpe tá cada vez mais fofo

Me chama pro rolê, mas paga tudo: o golpe tá cada vez mais fofo

Tem gente que acha que ter dois empregos é sinônimo de estar milionária. Mal sabem que a realidade é mais próxima de “mal consigo pagar o boleto do wi-fi e ainda tenho que escolher entre pizza ou papel higiênico no fim do mês”. A pessoa vê a outra trabalhando dobrado e já quer entrar na planilha de despesas como se fosse dependente do IR.

E o famoso “cola no rolê, mas me empresta uma graninha” é o novo “me chama pro churrasco que eu levo o refrigerante” — e nunca leva. E ainda vem com a audácia de reclamar quando o banco fecha a agência: “nossa, mudou, tá mó pra frente”, como se a independência financeira alheia tivesse que incluir caridade com direito a juros emocionais. E o pior é que no final ainda sai ofendida como se tivesse sido barrada no baile da realeza.

Sonhei com você, mas foi tão aleatório que nem o Freud explica

Sonhei com você, mas foi tão aleatório que nem o Freud explica

A arte de sonhar com alguém e não conseguir explicar é uma mistura de misticismo com vergonha alheia. A pessoa manda um “sonhei com você” e depois trava como se tivesse assinado contrato de confidencialidade com o subconsciente. O pior: já começa mandando uma figurinha do cara do zap com olhar de julgamento, como se o próprio sonho tivesse sido processado pelo INSS e negado por falta de lógica.

E quando a desculpa é “foi aleatório”? Aleatório é pouco. Se tivesse um bingo de maluquice onírica, esse aí ganhava cartela cheia: a pessoa sonha contigo vendendo pastel num navio pirata junto com o Faustão e ainda acha que dá pra levar isso a sério. Mas a mente brasileira é assim — quando dorme, vira roteirista de novela das 6 com pitadas de choque de cultura. E se alguém disser “você vai achar que eu sou louco”, a resposta certa é: “meu filho, o ingresso da loucura já foi carimbado há tempos”.

29 anos, 1 batom, 0 namorados e 100% de desespero estratégico

29 anos, 1 batom, 0 namorados e 100% de desespero estratégico

Quando você tá com 29 anos e ouve um “trintinha” ecoando no horizonte, o cérebro entra no modo “última chamada para o amor”. Aí vem aquele leve surto: você começa a considerar namoro até com o entregador do iFood que te chamou de “moça simpática”. A cabeça diz que ainda tem tempo, mas o coração já tá jogando arroz imaginário pra cima. E pra piorar, toda playlist começa a parecer trilha sonora de fim de novela dramática.

A sociedade vende que aos 30 você tem que estar casada, com um pé de meia, dois filhos e um golden retriever. Mas a realidade é outra: é você, seu fone de ouvido no ônibus, e o algoritmo te mandando vídeo de casamento com legenda “meu Deus, o amor existe!”. Bate um leve desespero sim, mas nada que uma selfie com carão, um cropped de bolinha e uma latinha de refrigerante não resolvam. Afinal, quem disse que não dá pra estar solteira, linda e levemente desesperada?

32 anos, 1 filho e 1 corretor que te expõe mais que ex ciumento

32 anos, 1 filho e 1 corretor que te expõe mais que ex ciumento

O corretor ortográfico já destruiu muita carreira, mas agora também tá entregando a intimidade alheia. Você só queria desabafar sobre um relacionamento enrolado há 5 anos, e o teclado decide que você está “cagada há 5 anos e com um filho”. A tecnologia não erra — ela humilha com requintes de crueldade. O drama virou comédia, e o desabafo foi parar direto no hall da fama do print brasileiro.

Internet não perdoa: se você tropeçar na digitação, vai ter alguém pronto pra te entregar papel higiênico nos comentários. E o pior é que todo mundo entende exatamente o que você quis dizer, mas prefere rir primeiro e interpretar depois. A era digital não tem dó: ou você escreve direito, ou vai virar meme com legenda em página de humor.

Chorei, gravei e postei: o drama só é real se render story

Chorei, gravei e postei: o drama só é real se render story

Postar story chorando é a nova modalidade olímpica da geração wi-fi. Envolve concentração, posicionamento de câmera, controle da lágrima e filtro que combine com a tristeza. Porque ninguém sofre com a cara borrada sem noção, tem que ter estética, iluminação baixa e trilha sonora dramática de fundo — de preferência, aquela do TikTok que já vem com piano e depressão incluídos.

A dúvida que não cala: a pessoa já tá chorando e pensa “calma, deixa eu buscar o ring light”? Ou será que é tudo no modo atriz da novela das seis, forçando a lágrima com cebola fora da câmera? E se não chora o suficiente, vale molhar o rosto com água da torneira e dizer que é “chuva interna”? O drama, hoje em dia, vem com edição e legenda. A tristeza precisa performar bem em 15 segundos ou perde engajamento. Vida moderna é isso aí: a dor só é válida se tem boa resolução.

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