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Quando sua confiança atravessa a rua, mas sua coordenação fica para trás

Quando sua confiança atravessa a rua, mas sua coordenação fica para trás

Existe um momento na vida de todo ser humano em que ele sente uma confiança completamente desproporcional à própria coordenação motora. É quando a pessoa atravessa a rua com a energia de protagonista de filme, mas com o equilíbrio de um carrinho de supermercado com roda quebrada. O universo adora esse tipo de ousadia, porque é a oportunidade perfeita de lembrar que a gravidade nunca perde uma chance de humilhar alguém em público. O corpo simplesmente decide esquecer como funciona, como se tivesse apertado o botão “bugar” sem aviso prévio.

O pior não é o tropeço, é o pós-tropeço. Existe uma dignidade que se perde ali e nunca mais é recuperada, uma mistura de vergonha, revolta e vontade de culpar o chão por existir. A mente tenta agir naturalmente, mas o cérebro sabe que acabou de protagonizar um evento que ficará arquivado na memória de um desconhecido para sempre. É a prova de que a autoconfiança é uma entidade traiçoeira, capaz de convencer qualquer pessoa de que é um atleta olímpico, quando na verdade é apenas um ser humano que pode ser derrotado por absolutamente nada.

Foto 3×4, o grande teste de humildade do brasileiro comum

Guarda-chuva, o inimigo disfarçado de proteção contra a chuva

Foto de documento é uma prova científica de que ninguém nasce bonito, a pessoa apenas aprende a disfarçar ao longo da vida. O ser humano passa horas se arrumando, escolhe o melhor ângulo, treina sorriso no espelho e sai de casa achando que está pronto para estampar uma capa de revista. Aí chega na hora do 3×4 e a realidade vem com tudo, sem filtro, sem piedade e com iluminação de interrogatório policial. É o único momento em que a autoestima desce mais rápido que promoção de supermercado. O sujeito vai todo orgulhoso mostrar a nova versão dele e descobre que o documento resolveu registrar justamente o dia em que a beleza tirou folga.

O mais cruel é que aquela foto vai acompanhar a pessoa por anos, como um lembrete oficial de que a vida não perdoa ninguém. RG, carteira de motorista, crachá do trabalho, tudo exibindo a mesma cara de quem acabou de acordar depois de uma noite de insônia. E ainda tem gente que pergunta se estava doente no dia, como se fosse possível explicar aquele resultado de outra forma. No fim das contas, o documento não serve para identificar ninguém, mas para humilhar silenciosamente toda vez que alguém precisa apresentá-lo.

A triste descoberta de que salada também pode ser golpe calórico

Foto 3x4, o grande teste de humildade do brasileiro comum

Foto de documento é uma prova científica de que ninguém nasce bonito, a pessoa apenas aprende a disfarçar ao longo da vida. O ser humano passa horas se arrumando, escolhe o melhor ângulo, treina sorriso no espelho e sai de casa achando que está pronto para estampar uma capa de revista. Aí chega na hora do 3×4 e a realidade vem com tudo, sem filtro, sem piedade e com iluminação de interrogatório policial. É o único momento em que a autoestima desce mais rápido que promoção de supermercado. O sujeito vai todo orgulhoso mostrar a nova versão dele e descobre que o documento resolveu registrar justamente o dia em que a beleza tirou folga.

O mais cruel é que aquela foto vai acompanhar a pessoa por anos, como um lembrete oficial de que a vida não perdoa ninguém. RG, carteira de motorista, crachá do trabalho, tudo exibindo a mesma cara de quem acabou de acordar depois de uma noite de insônia. E ainda tem gente que pergunta se estava doente no dia, como se fosse possível explicar aquele resultado de outra forma. No fim das contas, o documento não serve para identificar ninguém, mas para humilhar silenciosamente toda vez que alguém precisa apresentá-lo.

Despertador, o maior sabotador de vidas saudáveis do planeta

Despertador, o maior sabotador de vidas saudáveis do planeta

A humanidade vive dois grandes mistérios: como as pirâmides foram construídas e por que o despertador nunca respeita nossos sonhos de mudança de vida. A pessoa decide virar atleta olímpico do dia para a noite, programa o alarme todo confiante, separa até a roupa de caminhada e dorme com a sensação de que acordará renovada. No dia seguinte, descobre que o plano saudável durou exatamente até o travesseiro encostar na cabeça. O corpo cria uma habilidade quase sobrenatural de desligar o alarme no modo automático, como se existisse um botão secreto de sabotagem instalado no cérebro desde o nascimento.

E o pior é perceber que até nos sonhos a gente continua sendo derrotado pela própria preguiça. Sonhar que levantou cedo e foi produtivo é praticamente uma pegadinha interna do organismo, uma mentira contada para si mesmo com efeitos reais no atraso. O despertador vira inimigo público número um, a cama se transforma em território proibido e a segunda-feira começa com gosto de derrota antecipada. No fundo, a vida fitness sempre parece maravilhosa na teoria, mas na prática o único exercício que dá certo é correr contra o relógio depois de perder a hora mais uma vez.

O dia em que virei cantor famoso sem saber que tinha plateia em casa

O dia em que virei cantor famoso sem saber que tinha plateia em casa

Tem gente que acredita que o banheiro é um estúdio particular onde ninguém jamais vai invadir. A pessoa entra toda confiante, solta a voz como se estivesse num show do Rock in Rio, inventa coreografia, faz versão acústica do chuveiro e ainda se sente o próprio artista internacional do momento. Dentro daquele ambiente fechado, o cidadão vira mistura de cantor, jurado e plateia ao mesmo tempo. A acústica parece perfeita, a autoestima vai lá em cima e a vergonha simplesmente tira férias. Afinal, na nossa cabeça, quando estamos sozinhos em casa, podemos virar estrela da música sem testemunhas.

O problema é que a vida adora aplicar teste de humildade justamente nessas horas. Nada prepara o psicológico para o choque de descobrir que existia público não autorizado para o espetáculo. A pessoa sai do banheiro se sentindo leve, realizada, achando que deu um show particular, e dá de cara com olhares que claramente ouviram até o refrão desafinado. É nesse momento que a ficha cai: não existe sensação mais constrangedora do que perceber que você acabou de fazer um musical completo sem saber que tinha plateia. A moral da história é simples: antes de soltar o gogó no banho, sempre confirme se a casa está realmente no modo silencioso.

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