Apoiar amigo sim, virar sócio de pirâmide não

Apoiar amigo sim, virar sócio de pirâmide não

O problema do empreendedor moderno é achar que está no “Shark Tank”, mas na verdade só abriu uma lojinha no Instagram. O sujeito compra algo por 5 reais e tenta revender por 50, jurando que está aplicando uma estratégia inovadora chamada “lucro exponencial sem noção”. Apoiar o negócio é quase um teste de amizade: se você compra, não é cliente, é investidor-anjo sem retorno. E ainda escuta a famosa justificativa de que “tem que valorizar o esforço, o atendimento, o delivery”.

A realidade é que o preço final parece cálculo feito no Paint com ajuda do dólar paralelo. No fim, quem olha a etiqueta não vê um produto, vê um financiamento estudantil. Apoiar amigo é bom, mas pagar 50 reais numa caneca que brilha no escuro é pedir demais. Principalmente quando o mesmo item tá na Shopee por 7, com frete grátis e cupom de desconto.

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Vaga exige MBA, cinco idiomas e superpoderes — salário: um pastel e um caldo de cana

Vaga exige MBA, cinco idiomas e superpoderes — salário: um pastel e um caldo de cana

Vaga de emprego no Brasil já virou gênero de terror. A descrição começa bonita: assistente administrativo. Mas aí vem a lista de funções e o coração dispara. O candidato precisa captar clientes, controlar fluxo de caixa, gerir redes sociais, limpar o ambiente, fazer relatórios, provavelmente trocar a lâmpada da recepção e, se sobrar tempo, cantar parabéns no aniversário do chefe. E não para por aí. Nos requisitos, a exigência é praticamente virar o super-herói da administração: Excel avançado, superior em Administração, MBA em Gestão de Projetos, fluência em inglês e alemão, experiência comprovada e liderança de times.

Tudo isso para embolsar a fortuna de R$ 1.200,00 como PJ. A única fluência que esse salário garante é em boleto atrasado. Para quem tem MBA, a parte mais desafiadora será explicar para os pais como investiu cinco anos de estudo para ganhar menos que um estagiário.

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O dia em que minha cueca apresentou o relatório no Zoom

O dia em que minha cueca apresentou o relatório no Zoom

Clássico do home office: você entra todo confiante na reunião, microfone no mudo, cara séria, preparado pra parecer profissional… e só esquece o pequeno detalhe de estar sem camisa e de cueca. A elegância da cintura pra cima encontra o modo férias da cintura pra baixo. É a versão corporativa do “negócio na frente, festa atrás”, só que adaptada pro guarda-roupa da quarentena.

O pior é que ninguém avisa na hora, sempre deixam você discursar bonito sobre metas, prazos e produtividade, enquanto seu short inexistente brilha mais do que qualquer PowerPoint. A cueca, coitada, acaba virando personagem principal da reunião, ocupando a tela com mais presença do que o chefe. E depois, não adianta fingir que era uma estratégia de engajamento ou uma forma disruptiva de quebrar padrões. No Zoom, reputações caem mais rápido que conexão de internet ruim. Moral da história: o dress code do home office é traiçoeiro — e a câmera, implacável.

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Esqueceu o RG em janeiro e só lembrou em setembro: O verdadeiro brasileiro raiz

Esqueceu o RG em janeiro e só lembrou em setembro: O verdadeiro brasileiro raiz

Sete meses depois, o primo lembra que esqueceu a identidade. Isso não é apenas esquecimento, é praticamente um novo estilo de vida. O cara já viveu um carnaval inteiro, provavelmente entrou em festa clandestina, pegou ônibus interestadual, abriu conta no banco e só agora se tocou que talvez o RG esteja curtindo férias prolongadas em outra cidade.

O mais engraçado é imaginar a identidade lá na gaveta, criando raiz, pagando aluguel atrasado e sendo mais presente na casa alheia do que o próprio dono. Nesse ritmo, já já o documento pede cidadania local e ganha título de eleitor. O primo, por sua vez, está na categoria “andarilho anônimo”, vivendo na base do “confia, sou eu mesmo”. E se até setembro ele não sentiu falta, talvez a verdadeira identidade perdida seja a noção de responsabilidade. Porque, convenhamos, lembrar disso só depois de 259 dias é digno de um novo campo no RG: “observação: só funciona em modo atraso”.

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Mi nand infantil: Do monitor de passos à tornozeleira baby edition

Mi nand infantil: Do monitor de passos à tornozeleira baby edition

A tecnologia chegou num ponto em que até criança já parece estar cumprindo pena em regime semiaberto. A ideia era só monitorar sono e passos, mas agora a pequena virou praticamente personagem de série policial da Netflix. Quem vê de longe, pensa que a guria foi pega no contrabando de mamadeiras ou que tentou invadir o cercadinho sem autorização judicial. É impressionante como um simples gadget fitness consegue mudar de categoria e virar tornozeleira eletrônica versão baby.

O mais curioso é imaginar a notificação no celular: “Seu bebê andou 3 mil passos hoje” ou “Seu bebê tentou escapar do perímetro de segurança do tapete”. Se alguém inventar um plano de dados para isso, não duvido que já venha com pacote de advogados incluso. No fim das contas, essa Mi Band está prestes a revolucionar o mercado: não é mais sobre saúde, é sobre disciplina preventiva para quem ainda nem aprendeu a falar.

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