De crush a caso clínico: quando a planta baixa era do CAPS

De crush a caso clínico: quando a planta baixa era do CAPS

O brasileiro não pode ver um mármore bem polido com uma iluminação de LED embutida que já pensa: “me apaixonei”. E quando o arquiteto acerta na estética clean, o coração já bate em planta baixa. Só que nessa obra aí, o que parecia lar dos sonhos era, na real, o endereço da terapia intensiva… emocional e estrutural.

O flerte moderno sofre da síndrome do Pinterest: tudo parece aconchegante até descobrir que o sofá é da recepção e o cafezinho vem com prontuário. A vontade de se mudar continua, só muda o motivo — agora é internação voluntária com vista pro corredor acolchoado.

Opinião de atleta, prática de sedentária: o esporte favorito é comentar!

Opinião de atleta, prática de sedentária: o esporte favorito é comentar!

No Brasil, opinião é quase esporte olímpico – e vale medalha mesmo sem treino. A pessoa lança uma teoria digna de TED Talk no feed, sem nunca ter feito um alongamento sequer, e ainda quer aplauso no final. É tipo fã de futebol que nunca chutou uma bola, mas escala a seleção com autoridade de técnico da Copa.

O mais engraçado é que o argumento começa com “automaticamente” – como se fosse botão de micro-ondas: colocou um colant, virou deusa grega. Só faltou o Wi-Fi do interior ativar o modo “fitness” por osmose.

E o internauta brasileiro? Implacável. Ele vai, pergunta, escuta e, se tiver um vacilo, já puxa a alavanca do deboche com a elegância de um VAR no Twitter. O resultado? Uma thread mais divertida que final de novela com plot twist.

Abasteceu a moto e quase saiu com o Uber raiz do amor!

Abasteceu a moto e quase saiu com o Uber raiz do amor!

No Brasil, posto de gasolina não é só lugar pra abastecer, é centro de convenções, agência de namoro relâmpago e às vezes até palco de stand-up gratuito. O frentista, além de encher o tanque, preenche o vazio emocional de quem só queria R$ 30 de gasolina e saiu com um pedido de namoro e uma previsão meteorológica.

É tanta ousadia no improviso que parece até cena cortada de novela das nove. O sujeito vê uma moto, ouve a palavra “chuva”, e já ativa o modo sedutor raiz: “vem comigo que meu Celta tem teto!” E o mais impressionante é a confiança do brasileiro: com um tanque cheio e dois minutos de conversa, já se sente no direito de propor a reescrita da agenda alheia.

No fim, a dúvida paira: será que ele ofereceu carona ou jogou a maior cantada motorizada do mês?

Carinho em gato: liberado até segunda ordem (que muda sem aviso prévio)

Carinho em gato: liberado até segunda ordem (que muda sem aviso prévio)

O manual de instruções do gato é simples: ele aceita carinho, mas só sob cláusula contratual com letras miúdas, validade de segundos e fiscalização intensa do humor dele. É um verdadeiro “SIM” com prazo de validade embutido. Uma coçadinha a mais e pronto: você acabou de violar o artigo 3 da Lei Felina do Espaço Pessoal.

E o pior: ele pediu carinho. Ele implorou com aquele olhar de quem foi abandonado pelo sistema. Mas bastou ultrapassar o limite invisível do “já deu” que o gatímetro da paciência zerou e o ataque foi liberado com toda a fúria de um felino que se acha dono da casa (porque ele é mesmo).

Ser humano que tenta entender gato é tipo brasileiro tentando entender as regras do imposto de renda: ninguém sabe como começou, muito menos quando termina. Mas uma coisa é certa: você nunca está totalmente certo… só tolerado.

SUS Lúdico: Aqui o reborn tem mais plano de saúde que você!

SUS Lúdico: Aqui o reborn tem mais plano de saúde que você!

A saúde pública brasileira pode até ter fila, mas criatividade e versatilidade nunca faltam. Aparentemente, agora temos um novo tipo de especialidade: a pediatria especializada em brinquedo deluxe. O que antes era só um boneco caro virou paciente com carteirinha do SUS e tudo. Afinal, se o “bebê” é reborn, o médico também pode ser um personagem, né?

É a revolução do sistema de saúde com pitadas de cosplay. Você entra achando que é hospital, sai com atendimento performático, glitter no estetoscópio e talvez até um diagnóstico lúdico. A pulseirinha de emergência agora vem com cheiro de talco de neném e um certificado de “fofura em estado crítico”.

Se depender do Dr. Alegria, ninguém sai sem atendimento… nem os de vinil, nem os de carne e osso. Porque aqui no Brasil, até o faz de conta tem plantão.

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