Na tranquilidade de um sofá verde

Na tranquilidade de um sofá verde

Na tranquilidade de um sofá verde, bem no meio da sala, um sujeito vivencia aquele clássico momento de autoengano. Ele, relaxado, quase cochilando, chama pelo “amor” com uma confiança digna de quem esqueceu o próprio status de relacionamento. A cada chamado, a voz vai ficando mais desesperada, como se esperasse uma resposta que nunca vai chegar.

De repente, a realidade bate forte e o sujeito se lembra da verdade que seu subconsciente tentava esconder: “Aê, eu sou solteiro.” E assim, numa epifania, a serenidade volta ao seu rosto, como se o fato de não ter com quem dividir o sofá fosse um alívio inesperado. Afinal, quem precisa de amor quando se tem duas almofadas macias e a liberdade de ocupar todo o espaço?

Esse é o poder do autoengano, que transforma uma sala vazia num cenário de comédia onde a realidade sempre tem a última palavra. O sofá continua verde, as almofadas continuam ali, e o sujeito, bem, ele agora tem uma história engraçada para contar… para ele mesmo.

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