Quando a risada passa do limite e vira arma de destruição social

Quando a risada passa do limite e vira arma de destruição social

Tem gente que não ri, ela entra em modo catarata emocional. É um nível de gargalhada que deixa de ser diversão e vira risco biológico, porque ninguém merece virar vítima de respingo de felicidade alheia. O brasileiro já normalizou rir alto, bater na mesa, quase passar mal, mas existe um limite onde o riso deixa de ser humano e vira fenômeno natural tipo chuva de verão: começa do nada e ninguém sai seco.

E o pior é que sempre tem aquela pessoa que ri de qualquer coisa, tipo se alguém tropeçar no próprio pensamento já vira motivo de crise. A risada não vem sozinha, vem acompanhada de descontrole, lágrimas, falta de ar e, claramente, falta de noção. Aí entra o outro lado da história, que é a pessoa obrigada a lidar com esse espetáculo gratuito, como se tivesse sido escolhida aleatoriamente pra participar de um evento caótico sem inscrição prévia. No fim, rir demais deixa de ser alegria e vira agressão leve, só que socialmente aceita. É bonito ver alguém feliz, mas existe um ponto onde a felicidade começa a atacar inocentes.

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