Esqueceu a chave dentro de casa e encontrou uma solução que exige habilidades de alpinista

Esqueceu a chave dentro de casa e encontrou uma solução que exige habilidades de alpinista

Existem momentos em que o cérebro simplesmente decide tirar férias sem avisar. Trancar a porta e esquecer a chave do lado de dentro é uma daquelas situações em que a pessoa consegue transformar uma saída comum em uma prova de inteligência emocional, física e, aparentemente, alpinismo. O detalhe mais bonito é descobrir que a solução estava disponível desde o começo, mas o cérebro preferiu oferecer vinte minutos de sofrimento antes de liberar a informação. É praticamente um sistema de segurança residencial baseado em teste psicológico.

O melhor é a janela no segundo andar, porque toda vez que surge uma dificuldade, o brasileiro não pensa em desistir: pensa em alguma gambiarra. Se existe uma janela, existe esperança. Se está no segundo andar, existe adrenalina. E se tem um problema, existe sempre aquele pensamento perigosíssimo de que “deve ter um jeito”. A diferença entre uma pessoa comum e um brasileiro diante de uma situação dessas é que o primeiro procura ajuda, enquanto o segundo começa a considerar possibilidades que provavelmente fariam até o Corpo de Bombeiros respirar fundo. No fim, a grande lição é simples: antes de desenvolver habilidades de escalada urbana, vale conferir se existe uma chave reserva. Economiza tempo, dinheiro e, principalmente, evita transformar um esquecimento de cinco segundos em um episódio de documentário sobre sobrevivência.

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