Rambo descobriu que o 7º ano B é mais assustador que qualquer guerra

Tem certas situações em que a vida parece ter desenvolvido um senso de humor particularmente cruel. Enfrentar um exército inteiro, sobreviver a guerras e encarar perigos que fariam qualquer pessoa pedir aposentadoria parece até currículo básico perto do verdadeiro terror: uma turma de 7º ano B. É impressionante como a experiência militar perde completamente o valor quando o desafio envolve adolescentes, trabalhos em grupo, prova surpresa e aquela clássica pergunta sobre quem esqueceu de fazer a atividade. A guerra pode até ser perigosa, mas pelo menos ninguém aparece com um trabalho de cartolina faltando uma folha.
O 7º ano B representa aquele tipo de ameaça que não precisa de armas, estratégia ou tecnologia avançada. Basta uma sala cheia, energia acumulada e a informação de que o professor faltou. A partir daí, até o sujeito mais casca-grossa começa a reconsiderar suas escolhas de vida. O verdadeiro treinamento de sobrevivência brasileiro talvez seja justamente atravessar o ensino fundamental sem perder a sanidade, a mochila e a esperança de chegar ao recreio. No fim, fica a reflexão: talvez Rambo não tenha enfrentado inimigos mais difíceis porque ninguém ainda tinha inventado o 7º ano B.





