A fila do mercado parecia rápida, mas o universo tinha outros planos

Existe uma lei não escrita do supermercado: a fila que parece mais rápida é exatamente aquela que foi escolhida para testar a sua paciência. Você pode analisar todas as opções, calcular mentalmente a quantidade de pessoas, observar os carrinhos e até fazer uma estimativa de tempo, mas basta escolher a aparentemente vencedora para o universo preparar uma pequena humilhação gratuita. É quase uma matemática própria do comércio brasileiro, onde duas pessoas com poucos produtos podem levar mais tempo que uma família fazendo a compra do mês.
E o pior é quando surge aquele clássico problema do cartão esquecido. Nesse momento, a fila deixa de ser uma fila e passa a ser uma instituição pública, com direito a espera, suspense e sofrimento coletivo. A pessoa que estava na frente aparentemente tinha poucos produtos, mas carregava consigo o poder de transformar cinco minutos em uma experiência de envelhecimento acelerado. O brasileiro já aprendeu que existem duas coisas que nunca devem ser subestimadas: a fila do mercado e a capacidade de alguém esquecer justamente o item mais importante da compra. No fim, a escolha da fila rápida continua sendo uma das maiores apostas de risco da vida adulta.





