Viajou 500 km para descansar e encontrou o aluno no café da manhã

Viajou 500 km para descansar e encontrou o aluno no café da manhã

Viajar 500 quilômetros, escolher um lugar afastado, pagar uma pousada e criar toda uma expectativa de paz interior parece um excelente plano para finalmente fugir da rotina. O problema é que o brasileiro tem um talento sobrenatural para encontrar conhecidos nos lugares mais improváveis. Você pode estar no meio do nada, cercado por natureza, sem sinal de celular, sem vizinhos e praticamente negociando com a própria paz espiritual, que ainda existe uma pequena possibilidade de alguém aparecer perguntando se a atividade da escola está pronta.

O mais impressionante é a precisão do azar. Não bastava viajar até uma cidade próxima. Era preciso percorrer centenas de quilômetros, escolher um dos maiores cânions do país e justamente na hora do café da manhã descobrir que o universo tinha outros planos. É aquela situação em que a pessoa percebe que não estava viajando para descansar, estava apenas mudando de cenário para encontrar os mesmos problemas. A geografia pode mudar, a paisagem pode ser espetacular e a pousada pode estar isolada, mas aparentemente o alcance de um aluno brasileiro é maior que o da internet 5G. No fim, fica a certeza de que alguns professores não precisam de GPS: basta existir um lugar bonito que alguém aparece para transformar férias em reunião pedagógica.

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