Ele comprou uma cadeira para aliviar as costas e terminou com um problema ainda maior

Comprar uma cadeira nova para trabalhar em casa parece uma decisão de adulto responsável, afinal, ninguém merece passar oito horas sentado numa cadeira que parece ter sido projetada durante a Idade Média. O problema começa quando a pessoa descobre que o conforto não vem montado de fábrica e que, antes de apoiar a coluna, é necessário enfrentar uma batalha contra parafusos, rodinhas e um manual escrito por alguém que claramente odeia a humanidade. São três páginas de instruções, vinte peças espalhadas pelo chão e um desenho que parece explicar como montar um satélite da NASA. Tudo isso para fabricar um lugar onde você vai passar o dia reclamando do trabalho.
A melhor parte é quando sobra um parafuso no final. Nesse momento, existem duas possibilidades: a cadeira está perfeitamente montada e a fábrica mandou uma peça extra, ou você acabou de criar um equipamento de tortura lombar com garantia de noventa dias. E aquele estalo misterioso? É o som da sua confiança indo embora junto com a postura. O brasileiro compra móveis para economizar dinheiro, mas termina pagando com suor, dor nas costas e vontade de chamar um profissional para apertar uma porca. No fim, a cadeira antiga, que rangia e parecia ter sobrevivido a três guerras, começa a parecer um investimento em saúde e estabilidade emocional.





