Ela não convidou os amigos para o casamento, mas mandou a lista de presentes

Ela não convidou os amigos para o casamento, mas mandou a lista de presentes

Casamento é um negócio curioso: a pessoa pode passar meses calculando orçamento, cortando convidados e tentando fazer uma festa dentro do limite financeiro, mas basta enviar uma lista de presentes no grupo errado para transformar economia em comédia nacional. A justificativa era perfeitamente compreensível, o orçamento estava apertado e ninguém tinha obrigação de bancar uma festa milionária. Até aí, tudo certo. O problema é que existe uma diferença enorme entre dizer que não vai convidar alguém e, logo depois, apresentar a lista de presentes como se fosse um catálogo de compras corporativas.

A situação fica ainda melhor porque o grupo aparentemente recebeu a informação mais importante antes mesmo de perceber que não fazia parte da lista de convidados. É quase uma estratégia de marketing involuntária: primeiro vem a exclusão da festa, depois chega o departamento de presentes. Fica difícil decidir se a pessoa foi convidada para o casamento ou apenas promovida a patrocinadora oficial da felicidade alheia. No Brasil, até casamento consegue criar uma nova modalidade de convite: não precisa comparecer, não precisa comer, não precisa tirar foto, mas pode mandar o presente. Uma economia de orçamento tão eficiente que quase merece virar curso.

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