Existe uma diferença gritante entre apelido de mulher e apelido de homem. Mulher ganha apelido carinhoso, fofo, curto e direto: se chama Gabriela, vira Gabi; se chama Fernanda, é Fê; se chama Juliana, pronto, Ju. Simples, delicado, prático. Já o homem… o homem não tem essa sorte. Basta um acontecimento marcante, um detalhe irreversível ou uma tragédia engraçada para nascer o apelido eterno.
E não adianta lutar contra, porque o apelido masculino é imortal, resistente e pior: hereditário. Se o sujeito pisa na bola, pronto, ele carrega a marca. Caiu na rua? Vira “Tombo”. Comeu demais? Vira “Bucho”. Esqueceu o guarda-chuva na chuva? “Chuvinha”. Agora, quando a esposa vai embora e leva absolutamente tudo da casa, deixando só o tapete… o destino já decidiu. A partir daquele dia, não existe mais nome de batismo, RG ou CPF. Existe apenas “Aladin”.
A mulher chama pelo nome, mas os amigos nunca mais vão esquecer o novo título mágico.