A vida adulta é basicamente um jogo no modo “hardcore”: você precisa de XP, mas ninguém te deixa farmar. O famoso “manda currículo” virou igual mandar mensagem pro crush: visualizado e ignorado. Parece que hoje em dia emprego não é sobre competência, é sobre networking. Ou melhor, net-working mesmo, porque se não tiver contato, a rede trava e você fica offline da vida profissional.
A real é que o mercado de trabalho virou um clube secreto. Só entra quem tem senha, QR code e indicação do primo do cunhado do vizinho. E enquanto isso, a gente ali, tentando sobreviver com aquele currículo que já tem mais edição que fanfic de adolescente. A cada vaga aparece um requisito novo: inglês fluente, pós-doutorado, saber mexer no Excel nível NASA e, claro, “ter experiência de 5 anos em algo que foi inventado mês passado”.
No fundo, talvez a fórmula mágica seja aceitar que estamos todos improvisando. O emprego que lute.