Empreendedorismo brasileiro. Onde o trocadilho vem antes do negócio

Criatividade brasileira não nasce, ela simplesmente acontece sem pedir licença. A ideia de juntar veganismo com praia e ainda criar um trocadilho desses mostra que o empreendedorismo nacional vem sempre acompanhado de zero vergonha e cem por cento de confiança. Não importa se vai dar certo, o importante é o nome causar impacto, confusão e gargalhada imediata. O brasileiro não abre negócio, ele cria conceito. Se o público vai entender é detalhe. O trocadilho vem antes do plano financeiro, do cardápio e até da localização exata.
O deboche atinge outro nível quando a internet entra em campo e resolve elevar a concorrência criativa. A resposta não tenta ser melhor, só tenta ser mais absurda, mantendo a tradição de transformar qualquer conversa em campeonato informal de trocadilhos duvidosos. É nesse momento que todo mundo percebe que o Brasil seria uma potência mundial se criatividade rendesse imposto. A lógica é simples: se dá pra brincar com palavras, já é meio caminho andado para o sucesso viral. No fim, ninguém sabe se os negócios vão existir de verdade, mas a piada já cumpriu seu papel. O brasileiro pode até falhar no empreendimento, mas nunca falha na zoeira bem aplicada.




