Quando o flerte acorda, mas o cérebro ainda está dormindo

Essa imagem é a prova científica de que a madrugada não é um horário, é um estado mental. Existe um momento da noite em que a pessoa acha que está sendo profunda, misteriosa e irresistível, quando na verdade está só digitando no automático, com o cérebro rodando em modo economia de energia. O romantismo chega confiante, mas tropeça feio na ortografia emocional. Nada quebra mais o clima do que a sensação de que a cantada veio sem revisão, sem contexto e sem o mínimo de atenção ao que foi perguntado. É o famoso “respondeu, mas não respondeu”.
O mais engraçado é como o erro vira aula gratuita de convivência humana. A imagem entrega aquele tipo de situação em que o flerte tenta decolar, mas perde sustentação antes mesmo de sair da pista. A madrugada cobra seu preço, e ele vem em forma de mensagem atravessada, interpretação torta e climão instantâneo. O charme se perde no corretor automático da alma, e o encanto vira um pequeno constrangimento digital. No fundo, todo mundo já passou por isso, seja enviando, seja recebendo. É a lembrança de que atenção é o verdadeiro afrodisíaco, e que responder qualquer coisa só para marcar presença pode ser pior do que ficar em silêncio. Às vezes, dormir era a melhor resposta.




