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28 anos: novo demais pra ser coroa, velho demais pra TikTok

28 anos: novo demais pra ser coroa, velho demais pra TikTok

Aos 28 anos, o brasileiro entra oficialmente na zona cinzenta da vida: jovem demais para reclamar da coluna em público, mas velho o suficiente para ser chamado de “coroa em potencial”. É aquela fase em que o metabolismo já está de aviso prévio, o fígado vive fazendo greve e, mesmo assim, aparece alguém dizendo que isso é “coisa boa”. A pessoa nem completou três décadas de existência e já tem fã de crush que gosta de “experiência”, “maturidade” e, principalmente, boletos pagos no próprio nome. A verdade é que 28 anos é o limbo social: para os adolescentes, você é praticamente do tempo que a TV era em preto e branco; para o pessoal de 40+, você ainda usa aparelho nos dentes da vida. A cada ano que passa, o brigadeiro no aniversário vai perdendo o granulado e ganhando mais responsabilidade. Mas se tem alguém disposto a elogiar sua carteira de habilitação vencendo antes que sua juventude, a gente agradece o carinho.

O pote de sorvete que expôs o golpe do Tupperware

O pote de sorvete que expôs o golpe do Tupperware

Comprar Tupperware é o verdadeiro ritual de passagem pra vida adulta. Antes você achava que ser adulto era pagar boletos e escolher sabão em pó, mas não — é gastar um rim num pote que vai sumir misteriosamente na casa de alguém depois de um churrasco. E o mais curioso é que o ser humano adulto paga caro por algo que o pote de sorvete faz de graça e ainda te dá a sobremesa junto. O pote de Tupperware é o primo metido a besta do pote de sorvete: cumpre a mesma função, mas cobra três vezes mais e não traz felicidade.

O problema é que depois dos 30, parece que o cérebro começa a valorizar tampa hermética mais do que terapia. É o capitalismo doméstico no seu auge: o mesmo povo que acha absurdo o preço do litro da gasolina aceita pagar R$80 num recipiente transparente.

A real é que o Tupperware não armazena comida — armazena o status de quem finalmente entendeu o que é envelhecer.

Spotify virou detector de ex: cada música, um gatilho emocional

Spotify virou detector de ex: cada música, um gatilho emocional

Essa nova atualização do Spotify é praticamente um detector de recaídas sentimentais. Você coloca uma música triste achando que vai sofrer em paz, e de repente aparece o nome da pessoa que te mandou a faixa lá em 2021. A tecnologia não quer mais que a gente siga em frente, ela quer entretenimento. E o entretenimento é o nosso constrangimento. Agora, ouvir uma música virou uma experiência de risco emocional: cada faixa pode vir acompanhada de lembranças, traumas e aquele “oi sumido” não respondido.

Essa função devia vir com um aviso: “Atenção, ouvir essa música pode despertar sentimentos que você fingiu superar”. É praticamente um exorcismo musical. E o pior é que nem dá pra curtir as batidas, porque a cabeça já começa a criar fanfic: “será que ele também tá ouvindo essa agora?”.

O diabo pode até ter medo, mas quem realmente vai surtar é o povo do coração mole e dedo nervoso no replay.

Misturar grupos de amigos é abrir um portal pro caos – e o vilão é você mesmo

Misturar grupos de amigos é abrir um portal pro caos - e o vilão é você mesmo

Misturar núcleos de amizade é basicamente brincar de roleta russa emocional. É querer unir o pessoal da faculdade, que te viu desmaiado numa calçada às 4h da manhã, com o grupo do trabalho, que acha que você é uma pessoa responsável e organizada. Um simples churrasco vira uma bomba social prestes a explodir. Porque, convenhamos, cada grupo conhece uma versão diferente da gente — uma delas inclusive é quase um personagem fictício.

Existe o “você filósofo”, que debate sentido da vida com vinho barato; o “você fofoqueiro”, que analisa a vida alheia com precisão cirúrgica; e o “você zen”, que tenta convencer todo mundo que agora faz terapia e meditação. Juntar tudo isso em um mesmo ambiente é pedir pra alguém te desmascarar.

No fundo, o segredo da paz interior é tratar cada grupo como uma série diferente: temporadas separadas, enredos distintos e zero crossover.

O Homem Desenrolado: o último herói da humanidade moderna

O Homem Desenrolado: o último herói da humanidade moderna

O homem desenrolado é o verdadeiro patrimônio nacional. Ele não é só um ser humano — é praticamente um multitool de carne e osso. O chuveiro queima e ele vira eletricista, o gás acaba e ele improvisa um fogareiro com duas pedras e um isqueiro BIC. É o tipo de pessoa que, se largar no meio do mato, volta com uma churrasqueira feita de tijolo, um banquinho de tronco e ainda assando linguiça artesanal.

O desenrolado não pede ajuda, ele dá aula de sobrevivência urbana. É o MacGyver do bairro, o “resolve tudo” do grupo de amigos. E o mais impressionante: não reclama. Ele conserta, arruma, improvisa e ainda serve uma carne com sorriso no rosto. Enquanto isso, a gente só observa e pensa: “esse aí aprendeu mais no YouTube do que muita gente em curso técnico”.

No fundo, o homem desenrolado é o caos organizado em forma de amor.

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