Campainha tocada, boss final desbloqueado

A clássica brincadeira de tocar campainha e sair correndo sempre foi a versão raiz dos videogames: adrenalina, corrida e risco de ser pego. Só que dessa vez as crianças bateram na porta errada. O marido da moça não apenas entrou no jogo, como resolveu ser o chefão da fase final. Porque, convenhamos, não tem graça só tocar e correr — a emoção verdadeira vem quando alguém sai atrás de você, de chinelo, com aquela energia de quem já pagou boletos e não tem paciência pra gracinha.
E o melhor é a justificativa: não foi vingança, não foi irritação, foi apenas garantir a “experiência completa”. Como se fosse um curso intensivo da vida: módulo 1, zoar; módulo 2, fugir; módulo 3, lidar com as consequências. Na prática, ele só atualizou a brincadeira para a versão premium.
Moral da história: cuidado ao acionar campainhas aleatórias. Às vezes você acha que está no modo diversão, mas descobre que desbloqueou o modo perseguição.




