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Traição com paraquedas: até a morte, mas só pra um

Traição com paraquedas: até a morte, mas só pra um

Traição em nível hard é quando o casal combina pular junto, mas um leva paraquedas escondido. Isso não é relacionamento, é reality show de sobrevivência. Só que tem um detalhe: paraquedas não é discreto. Não dá pra enfiar na mochila como se fosse caderno de escola. O homem que ficou no prédio não foi traidor, foi esperto. Olhou e pensou: “ué, se eu pular, viro purê. Se ela pulou com airbag nas costas, quem tá sendo enganado aqui sou eu”.

Moral da história: antes de acusar alguém de trair, lembre-se que o verdadeiro traído foi quem acreditou no “até que a morte nos separe” e não viu que a outra parte já tinha assinado contrato com a fabricante de paraquedas. É como confiar no amigo pra dividir a conta e descobrir que ele já saiu correndo com a carteira fechada.

Conclusão: ninguém pulou de prédio, mas todo mundo caiu… no golpe.

Amor não correspondido, versão tutorial de fracasso

Amor não correspondido, versão tutorial de fracasso

Existe coisa mais triste do que declaração de amor que já vem acompanhada do manual de rejeição? É tipo comprar uma TV nova e ela já vir com o aviso: “não funciona”. A pessoa abre o coração, se declara, joga toda a sinceridade do mundo na tela, e o outro responde como se fosse o atendente da farmácia dizendo “olha, eu não recomendo esse remédio pra ninguém”. É o famoso combo do amor unilateral: paixão de um lado, frieza polar do outro.

O mais engraçado é que, quando alguém diz “estou apaixonado por você, infelizmente”, a palavra “infelizmente” vira a cereja amarga do bolo. Não é amor, é quase um boletim de ocorrência emocional. E a resposta “situação complicada, recomendo isso pra ninguém” parece mais aviso de bula: “atenção, pode causar palpitações, lágrimas e vontade de ouvir música sofrência em volume máximo”.

Conclusão: o amor até pode ser lindo, mas em algumas conversas de WhatsApp, ele parece mais uma figurinha rara — que ninguém tá disposto a trocar.

Zerou o God of War, mas não zerou a problematização

Zerou o God of War, mas não zerou a problematização

A internet é realmente um lugar mágico: alguém fala que zerou um jogo e imediatamente surge um PhD em problematização digital pra transformar o simples ato de apertar botão em tese de doutorado. O sujeito mal termina de derrotar o último chefão e já tem gente analisando se o machado do Kratos representa a masculinidade tóxica ou se a barba dele deveria ter mais diversidade capilar. É como se não bastasse zerar o jogo, agora também precisa zerar as pautas sociais, os debates filosóficos e, quem sabe, até o dicionário de sinônimos.

E a melhor parte é que nunca falta quem cobre inclusão até em mitologia nórdica. Como se Odin fosse abrir uma assembleia no Valhalla e dizer: “gente, precisamos de representatividade na próxima saga”. A internet não perdoa: até no meio do apocalipse mitológico, alguém ainda vai reclamar que Thor não usou pronomes neutros.

No fim, a lição é clara: não importa o jogo, sempre vai ter um “boss final” que se chama comentário alheio.

O julgamento injusto do pum alheio

O julgamento injusto do pum alheio

A vida tem dessas injustiças sonoras que marcam a reputação de uma pessoa. Você pode passar anos construindo uma imagem séria, educada, quase refinada, mas basta estar no raio de alcance de um pum aleatório que sua biografia inteira é reescrita na mente dos outros. O pior é que a física não ajuda: o som viaja, ecoa, rebate nas paredes e sempre cai no colo do inocente mais próximo. A verdadeira lei de Murphy dos gases.

E ainda existe o julgamento social: se vem de alguém bem arrumado, de salto ou terno, parece que automaticamente ganha um passe livre, tipo “ah, não foi ela, impossível”. Agora, se a vítima é a pessoa distraída do lado, pronto: vira o culpado oficial. E ninguém aceita testemunho em casos de pum, porque todo mundo quer resolver o mistério rápido. Resultado: um inocente pagando penitência por uma flatulência alheia.

No fim das contas, pum é como fake news: não importa a origem, o estrago sempre cai em quem não tem nada a ver.

Velhice feminina em república, velhice masculina em solidão

Velhice feminina em república, velhice masculina em solidão

A teoria faz sentido: na velhice, as mulheres vão estar morando juntas em verdadeiros “condomínios da amizade”, cheios de vinho barato, séries de streaming e fofoca fresca. Vai ter até campeonato de quem lembra mais novela da década de 90, com prêmios em crochê. Já os homens, esses sim vão acabar isolados, tentando consertar uma lâmpada que nem queimou, só pra ter alguma emoção.

Enquanto elas organizam festas do pijama com karaokê de Zezé Di Camargo, os caras vão estar sozinhos discutindo futebol com a televisão, respondendo ao narrador como se fosse amigo de infância. É a prova de que aprender a se comunicar salva até na aposentadoria. Porque se depender de “grunhidos” de churrasco e frases de três palavras como “tá caro isso”, a solidão é garantida.

No fim das contas, a velhice feminina vai parecer um reality show divertido, e a masculina, um tutorial eterno de “como não pedir ajuda nunca”.

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