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Chapeuzinho Vermelho: a primeira blogueira de fofoca da floresta

Chapeuzinho Vermelho: a primeira blogueira de fofoca da floresta

Tem coisas que só o Brasil entenderia: até o Lobo Mau sofre com falta de privacidade. O pobre coitado mal consegue encontrar um cantinho na floresta sem ser vigiado. É cada “estou te vendo” que parece notificação de mãe no WhatsApp quando você some do grupo da família. E o detalhe é que todo mundo acha que vilão tem vida glamourosa, cheia de planos maquiavélicos… mas a realidade é bem menos hollywoodiana e muito mais intestinal. O bicho só queria um momento de paz com o papel higiênico, mas não: ganhou uma stalker versão infantil, de capa vermelha, que transformou a ida ao banheiro em episódio de reality show.

Se a moral da fábula original era “não confie em estranhos”, aqui a lição é outra: nunca subestime o poder de uma criança entediada, porque ela vai transformar a sua vida em um Big Brother da vergonha.

Quando até o GPS fica com ciúmes da concorrência

Quando até o GPS fica com ciúmes da concorrência

O brasileiro já nasce fluente em dois idiomas: português e a arte de errar o nome de assistente virtual. Confundir Alexa com Siri é praticamente o novo “chamar a professora de mãe” da vida adulta. O problema é que, no mundo digital, as máquinas não esquecem… e guardam mágoa melhor que vizinho fofoqueiro.

Essas assistentes têm memória seletiva: lembram até o dia e a hora que você trocou o nome delas, mas esquecem onde você deixou o celular. No fim das contas, o GPS vira um reality show de ciúmes tecnológicos, e você, o motorista, acaba sendo o eliminado da vez.

Brincar de médico no Brasil? Só com guia, senha e R$300 no bolso!

Brincar de médico no Brasil? Só com guia, senha e R$300 no bolso!

No Brasil, até a malícia tem fila de espera. Brincar de médico? Só se agendar com antecedência, apresentar RG, CPF, cartão do SUS, comprovante de residência e ainda torcer pra não faltar luz no sistema. E se quiser atendimento imediato, prepara o bolso: o amor virou boleto e o romance, carnê em 12x sem juros.

A vida amorosa por aqui tá tão difícil que até a preliminar entrou no protocolo de triagem. Diagnóstico: falta de verba e excesso de burocracia. Prognóstico: só rindo mesmo!

A evolução das espécies movida a pancadão

A evolução das espécies movida a pancadão

Dizem que o funk tem o poder de fazer as plantas crescerem, mas esqueceram de avisar que é pelo desespero. O vegetal não tá brotando por fotossíntese, é por pura sobrevivência mesmo — tipo “cresce ou enlouquece”. Se continuar nesse ritmo, daqui a pouco essa plantinha tá pedindo fone de ouvido no Mercado Livre e terapia online no domingo.

E o melhor: tem gente que ainda vai usar isso como prova científica de que o funk é eficiente. A planta esticou? Sim. Cresceu? Também. Mas se tivesse perna, já tinha saído correndo da casa.

Formado, frustrado e falido: o triple crown do brasileiro médio

Formado, frustrado e falido: o triple crown do brasileiro médio

No Brasil, estudar é importante, mas sobreviver ao mercado de trabalho é quase um esporte olímpico. A galera sai da faculdade cheia de esperança, currículo lotado e… três dígitos no saldo negativo. A realidade bate com tanta força que nem pós-graduação em resiliência resolve.

No fim, o que mais se acumula não é salário, é boletim de cobrança e experiência em responder “processo seletivo pausado”. Enquanto isso, o coach no Instagram jura que o segredo é acordar às 5 da manhã e tomar banho gelado. Tá bom, campeão, vou ali parcelar o gás e já volto.

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