
O brasileiro já não tem mais medo de bicho, escuro ou filme de terror. O verdadeiro pavor mora em coisas muito mais sofisticadas, tipo aplicativo de banco mandando notificação fora de hora ou aquele número desconhecido insistente que parece saber mais da sua vida do que você mesmo. A vida adulta virou um pacote premium de sustos aleatórios, onde qualquer detalhe pode estragar o dia antes mesmo do café.
Mas nada, absolutamente nada, chega perto do impacto psicológico de uma simples segunda-feira. Não é só um dia, é um estado de espírito, quase uma entidade que aparece semanalmente pra lembrar que descanso foi apenas um intervalo comercial. A pessoa pode até fingir que tá bem, mas por dentro já aceitou o destino. Porque segunda-feira não pede licença, não negocia e não dá opção de pular fase. É o verdadeiro chefe final da rotina, aquele que ninguém derrota, só sobrevive.
Quase ninguém reagiu ainda... e você?



