Quando a sinceridade infantil destrói o RH em cinco segundos

Quando a sinceridade infantil destrói o RH em cinco segundos

Criança é tipo auditor da Receita Federal emocional: não tem filtro, não tem medo e chega direto no ponto que adulto passa anos maquiando com e-mail corporativo e sorriso falso. A inocência infantil tem um poder devastador, porque ela não entende “metáfora de escritório”, “brincadeira interna” nem “modo educado de xingar colega”. Pra ela, se disseram que o lugar é um circo, cadê o palhaço? E quando não encontra, o erro não é da criança, é do marketing enganoso do adulto que vendeu uma experiência que não entrega.

E aí vem o choque de realidade que nenhum treinamento de RH prepara. Porque o adulto aprende a diplomacia do “complicado, porém gerenciável”, enquanto a criança vive no “isso aqui tá estranho e alguém precisa explicar agora”. O problema nunca foi o ambiente, foi a expectativa criada no off. No Brasil, a gente transforma qualquer caos em piada interna, mas esquece que uma mente de sete anos não assinou esse acordo. Resultado: exposição gratuita, constrangimento premium e a certeza de que sinceridade, quando vem sem filtro, não perdoa nem crachá.

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