O dia em que o sensor de presença decidiu testar minha sanidade

O dia em que o sensor de presença decidiu testar minha sanidade

Existe uma tecnologia que claramente foi criada com boas intenções, mas executada com o espírito de um vilão de filme: o sensor de presença. Ele funciona perfeitamente quando ninguém precisa dele, mas decide tirar férias justamente no momento mais crítico da existência humana. É impressionante como o mesmo sistema que acende sozinho quando você só passa pela porta vira um filósofo existencialista quando você realmente depende dele. A luz some e, junto com ela, vai embora a dignidade, a confiança e qualquer noção de estabilidade emocional.

O mais curioso é que o ser humano aceita tudo até certo ponto, mas ficar no escuro num banheiro corporativo ativa um tipo de pânico muito específico. Não é medo, é indignação. É a sensação de estar sendo testado por uma força superior que claramente tem senso de humor duvidoso. E o sensor, nesse momento, parece estar assistindo tudo de camarote, esperando um gesto digno de teatro para voltar a funcionar. No fim, a tecnologia não falhou… ela só lembrou quem realmente manda. E definitivamente não é você.

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