O dia em que o cachorro virou a maior vítima do casamento

O dia em que o cachorro virou a maior vítima do casamento

Existe um tipo de sinceridade que deveria ser estudado pela ciência. Não aquela sinceridade elegante, cheia de diplomacia e palavras bonitas. Estou falando da sinceridade brasileira raiz, que chega igual boleto vencido: sem aviso e sem piedade. A imagem mostra exatamente isso. Enquanto uma pessoa tenta transformar um problema doméstico em uma grande tragédia conjugal, a outra já identifica quem realmente merece compaixão na história. E convenhamos, quando até o cachorro vira vítima oficial da situação, talvez seja hora de repensar algumas receitas.

O mais engraçado é que todo mundo conhece alguém que cozinha com tanta criatividade que a comida sai parecendo um experimento de laboratório. Existe aquela refeição que não alimenta, desafia. O prato vem acompanhado de coragem, fé e um copo d’água de emergência. Nessas horas, o cachorro deixa de ser melhor amigo do homem e vira fiscal sanitário não remunerado. Se até ele começa a olhar para a ração com gratidão, é porque a situação chegou num nível preocupante.

No fundo, a imagem traz uma grande lição sobre relacionamentos: às vezes o problema não está na pessoa, está no cardápio. E quando a culinária consegue unir marido e cachorro no mesmo sentimento de sobrevivência, talvez seja hora de trocar a receita antes de trocar o casamento.

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