O dia em que a paranoia venceu a lógica por goleada

O dia em que a paranoia venceu a lógica por goleada

Existe um limite invisível que separa uma diversão inocente de uma decisão que vai render história por muitos anos. O problema é que ninguém sabe exatamente onde fica essa linha. Às vezes ela aparece depois da terceira bebida, às vezes depois da quinta, e às vezes ela simplesmente desaparece sem deixar endereço. O resultado costuma ser uma confiança absurda em conclusões que não sobreviveriam a dois segundos de raciocínio sóbrio. O cérebro entra em modo econômico, corta setores importantes e deixa apenas a imaginação trabalhando em horário extra.

O mais engraçado é que certas preocupações surgem do nada e são tratadas como emergências nacionais. A pessoa ignora boletos, prazos e responsabilidades durante semanas, mas entra em pânico absoluto diante de uma hipótese criada pela própria cabeça. E o pior é que tudo parece fazer sentido naquele momento. A mente monta uma teoria completa, produz drama, cria tensão e entrega um final digno de novela mexicana. No dia seguinte, a única coisa que sobra é a lembrança constrangedora de que a tecnologia estava funcionando perfeitamente o tempo inteiro. Algumas pessoas não precisam de filmes de suspense. Elas mesmas produzem o roteiro, dirigem, atuam e ainda ganham o prêmio de melhor confusão do ano.

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