O banho estava perfeito até a toalha decidir ficar do outro lado

Tomar banho parece uma das tarefas mais simples da existência humana, mas basta esquecer um detalhe para virar uma prova de resistência psicológica. A toalha é praticamente o último item do protocolo, mas também é justamente aquele que o cérebro decide apagar da memória no momento mais inconveniente. É incrível como a mente consegue lembrar senha de Wi-Fi de 2018, aniversário de gente que nem fala mais e até uma vergonha que aconteceu no ensino médio, mas não consegue registrar a informação básica de que a toalha precisa estar dentro do banheiro. Aí nasce o famoso problema brasileiro: banho tomado, dignidade em dia e zero planejamento logístico.
O pior é que a toalha não está necessariamente longe. Ela está perto o suficiente para provocar esperança e longe o bastante para transformar alguns minutos em uma eternidade. Nesse momento, qualquer solução parece válida, menos admitir que tudo poderia ter sido evitado com cinco segundos de organização. É o clássico golpe aplicado pela própria mente: primeiro cria uma situação perfeitamente confortável, depois remove exatamente o único item necessário para continuar confortável. A vida adulta é basicamente isso em várias versões: esquecer a toalha, esquecer o carregador, esquecer onde colocou a chave e, no final, esquecer por que entrou em determinado cômodo. Pelo menos uma coisa permanece constante: a culpa nunca é da memória. É sempre da sacanagem da vida.





