O funcionário que só quer trabalhar e receber o salário está cansado da cultura corporativa

Tem uma categoria de trabalhador que não quer plano de carreira, networking, café com o chefe, amizade no escritório, happy hour ou sequer saber o nome do colega da mesa ao lado. A meta é muito mais simples: trabalhar, cumprir o combinado e receber o salário no fim do mês. É praticamente um relacionamento sério com o PIX da empresa, baseado em respeito, distância e pagamento em dia. Nada de transformar o ambiente corporativo em uma segunda família, porque uma já dá trabalho suficiente.
O brasileiro descobriu que algumas empresas querem muito mais do que oito horas de trabalho: querem paixão, propósito, brilho nos olhos, espírito de equipe e aquela famosa “cultura da empresa”. Meu amigo, cultura eu quero é a do boleto pago. Se vier com cesta básica, vale-alimentação e salário depositado certinho, já existe um vínculo emocional começando. Agora, esse negócio de vestir a camisa é complicado. Dependendo da empresa, a pessoa veste a camisa, o boné, a calça e ainda leva o crachá para casa, mas o aumento continua misteriosamente em falta. No fim, talvez o funcionário ideal seja apenas aquele que trabalha quieto e desaparece espiritualmente assim que o expediente termina.





