O celular finalmente revelou o que acha do seu humano

O celular finalmente revelou o que acha do seu humano

O celular moderno já não é mais um aparelho, é praticamente um funcionário sem carteira assinada. Trabalha o dia inteiro, enfrenta redes sociais, vídeos, jogos, notificações, fotos inúteis, aplicativos que ninguém lembra de ter instalado e ainda precisa estar disponível até no banheiro. Não existe horário de almoço, férias ou sequer direito a um cochilo. A bateria pode estar implorando por socorro, mas o ser humano sempre encontra mais 2% de energia para abrir alguma coisa que definitivamente poderia esperar até amanhã.

E o pior é que a relação parece completamente desequilibrada. O celular oferece entretenimento, GPS, câmera, música, notícias, banco, despertador e até ajuda a descobrir o que fazer quando não existe absolutamente nada para fazer. Em troca, recebe carregamento quando a situação já está crítica e armazenamento lotado com 4 mil fotos praticamente iguais. É exploração trabalhista em formato touchscreen. Pelo menos existe um companheiro de rotina que entende a situação: o papel higiênico. Ambos conhecem o ser humano nos momentos mais íntimos e sabem que nenhum deles recebe o devido reconhecimento. No fim, celular e papel higiênico são verdadeiros heróis anônimos da vida moderna: um aguenta o vício em tela, o outro aguenta o resto.

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