Quando escolher nas urnas parece uma questão de prova sem resposta certa

Tem certas decisões na vida que conseguem transformar até uma ida à urna em uma reunião de condomínio com 47 opiniões diferentes e nenhuma conclusão. A imagem brinca justamente com aquele dilema clássico de quem prefere analisar todas as possibilidades antes de tomar uma decisão. Afinal, quando as opções disponíveis não empolgam, o cidadão começa a encarar o voto como se fosse escolher sabor de pizza em uma pizzaria que só tem dois sabores e ambos parecem ter sido inventados numa segunda-feira.
O mais engraçado é que o brasileiro consegue transformar qualquer escolha em uma crise existencial. É pesquisa, comparação, opinião do amigo, vídeo na internet, comentário do tio e, quando finalmente chega a hora de decidir, surge aquele pensamento maravilhoso: “Será que eu estou preparado para isso?”. No fim, a graça está justamente na indecisão e na dificuldade de encontrar uma alternativa que combine perfeitamente com aquilo que cada pessoa espera. Política, nesse sentido, vira quase uma prova de múltipla escolha em que ninguém pode pedir para trocar a questão. E ainda existe o agravante: depois de escolher, sempre aparece alguém explicando por três horas por que a resposta dele era obviamente a única possível.





