O problema do computador voltou justamente quando você achou que tinha vencido

A informática tem um talento especial para testar a paciência de qualquer ser humano. Você passa a manhã inteira procurando soluções, assistindo a tutoriais de pessoas que parecem resolver tudo em três cliques e seguindo instruções como se estivesse desarmando uma bomba. Depois de horas de sofrimento, finalmente encontra a solução e sente que merece um diploma em engenharia da computação, um troféu e, no mínimo, um feriado nacional em sua homenagem.
O problema é que o computador não respeita conquistas pessoais. Ele não está nem aí para o seu esforço, para as horas perdidas ou para o café que já virou parte da sua corrente sanguínea. Basta reiniciar a máquina para descobrir que a vitória era temporária e que o defeito continua firme, forte e aparentemente pagando aluguel no sistema. É nesse momento que a tecnologia deixa de ser uma ferramenta e vira um teste psicológico patrocinado pelo fabricante.
E o pior é que o tutorial, que antes parecia a salvação da humanidade, agora ganha ares de deboche. A pessoa começa a desconfiar da própria capacidade, da internet e até da existência de soluções definitivas. No fim, o verdadeiro aprendizado não é consertar o computador, mas desenvolver uma paciência que nem monge budista teria coragem de testar.





