Ela foi dormir à meia-noite e acordou às seis da tarde: o sono venceu

Existem pessoas que dormem oito horas por noite, acordam cedo e ainda reclamam que estão cansadas. E existe a Maluzinha, que aparentemente descobriu uma dimensão paralela onde o relógio trabalha em regime de escravidão e o dia tem duração suficiente para dormir até a próxima temporada do ano. A criatura foi dormir à meia-noite e acordou às seis da tarde, praticamente fazendo uma viagem internacional sem sair da cama. Dezoito horas de sono não são mais uma soneca, são um afastamento remunerado das responsabilidades da vida adulta.
O mais impressionante é a tranquilidade de quem dormiu por tanto tempo. Enquanto o resto da humanidade já trabalhou, pagou boleto, enfrentou trânsito, respondeu mensagens e teve pelo menos três crises existenciais, a pessoa acabou de abrir os olhos e provavelmente ainda está tentando entender por que o sol está se despedindo. O café da manhã virou jantar, o almoço foi cancelado por falta de comparecimento e o organismo deve estar perguntando em qual fuso horário foi parar. O verdadeiro talento não é conseguir dormir dezoito horas, mas acordar sem sentir que perdeu a própria vida. Tem gente que precisa de férias para descansar, enquanto outras resolvem tudo com um travesseiro e uma completa ausência de compromisso com o calendário.





