O corte de cabelo que transformou uma entrevista de emprego em alistamento militar

Tem decisões na vida que parecem simples, mas têm um potencial destrutivo impressionante. Cortar o cabelo antes de uma entrevista de emprego é uma delas. A pessoa só quer dar uma melhorada no visual, transmitir responsabilidade e mostrar que está pronta para encarar os desafios do mercado de trabalho. O problema começa quando o barbeiro interpreta o pedido como uma convocação para transformar o cliente em personagem de filme militar. De repente, o sujeito sai com um corte que não combina com o currículo, com a roupa e muito menos com os planos de vida. É o famoso investimento em autoestima que termina em prejuízo emocional.
O pior é que o cabelo cresce, mas a entrevista não espera. A tecnologia até permite participar de uma seleção por videochamada, mas ainda não inventaram um filtro capaz de transformar um corte duvidoso em aparência de executivo. E lá se vai o candidato, tentando demonstrar experiência profissional enquanto a própria cabeça transmite a impressão de que acabou de receber uma ordem de alistamento. O RH queria conhecer suas habilidades, mas acabou descobrindo um possível talento para a vida militar. No Brasil, procurar emprego já é uma prova de resistência; fazer isso depois de uma visita desastrosa ao barbeiro é praticamente uma modalidade olímpica. Moral da história: antes de uma entrevista importante, escolha bem o barbeiro, porque nem toda máquina zero vem acompanhada de oportunidades de emprego.





