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Quando até o cartão te coloca na mesma fila da esperança

Quando até o cartão te coloca na mesma fila da esperança

Ser humilhado pelo próprio cartão já é constrangedor. Agora, ser consolado pela pessoa que você estava tentando ajudar é um combo que só acontece no Brasil. A cena é tão simbólica que poderia virar slogan de banco: “Aqui, até o sem-teto confia mais que seu cartão”. E o pior é que o cara na rua ainda dá a maior lição de vida: solidariedade compartilhada, fila da esperança e uma coxinha que nunca chega. A vida financeira do brasileiro é tão complicada que até na hora de praticar bondade a maquininha de cartão resolve ser seletiva. O banco não perdoa: coxinha negada, mas juros aceitos sem pensar duas vezes.

Enquanto isso, do lado de fora, surge a verdadeira irmandade: dois seres humanos unidos não pela comida, mas pela espera de um Pix milagroso. É oficial: no Brasil, até a solidariedade precisa passar pelo crédito aprovado.

Aniversário reverso – O jeito brasileiro de enganar o tempo

Aniversário reverso – O jeito brasileiro de enganar o tempo

Aniversário reverso é o tipo de invenção que só poderia nascer no zap brasileiro. Enquanto a galera se preocupa em esconder a idade no Instagram, já tem gente desafiando as leis da matemática: ao invés de somar anos, subtrai. É o verdadeiro “rejuvenescimento quântico”. A cada vela apagada, menos um na certidão.

Imagina que maravilha: você começa com 18, chega nos 30 voltando pros 20, e aos 50 já tá oficialmente liberado pra pedir lanche infantil no McDonald’s sem constrangimento. O problema é explicar isso pro INSS… “Senhor, o senhor disse que tinha 65 ano passado, como tá com 62 agora?” E a pessoa responde: “É que meu aniversário é reverso, moça, logo logo volto a ser jovem aprendiz”. Se essa moda pega, já era pra todo mundo: ninguém mais envelhece, a farmácia fecha o setor de creme anti-idade e a escola tem lista de espera de adultos querendo repetir a quinta série.

Matemática do aluguel: o cálculo que só funciona na casa dos outros

Matemática do aluguel: o cálculo que só funciona na casa dos outros

Existe sempre aquela conta rápida que parece resolver todos os problemas da vida. “Se você guardar 5 reais por dia, em 50 anos terá um carro zero”. Maravilha, só esqueceram de avisar que nesses 50 anos o carro já vai estar custando o triplo. A matemática do aluguel segue o mesmo padrão: parece simples, mas na prática só dá vontade de pedir abrigo na casa da Laura. Afinal, enquanto uns sonham com consórcio, outros já estão calculando quantos pratos de arroz com feijão cabem em R$1.500.

A grande verdade é que no Brasil todo mundo já é formado em fazer conta mental: divide boleto, multiplica dívida, subtrai paciência e soma esperança. No fim, dá no mesmo — ou você paga aluguel, ou paga financiamento, ou paga terapia pra lidar com os dois. A real solução seria achar alguém disposto a oferecer hospedagem gratuita por 10 anos. Aí sim, investimento certeiro: zero juros, café incluso e ainda sobra pra pizza da sexta-feira.

Quando a barriga vira pré-requisito no currículo do amor

Quando a barriga vira pré-requisito no currículo do amor

Nada une mais o povo brasileiro do que a arte milenar da “resposta atravessada”. Sempre que alguém solta uma reclamação, aparece um mestre do contra-ataque com a mira mais certeira que flecha do Cupido. É praticamente um campeonato nacional: quem manda a réplica mais afiada ganha a coroa invisível do deboche. E a verdade é que todo mundo tem uma listinha de exigências escondida: uns querem parceiro sem barriga, outros sonham com crush sem filhos, e tem ainda os que pedem alguém sem dívida no Serasa, sem ex mal-resolvido ou sem vício em novela turca.

No fim, ninguém escapa: o corpo muda, a rotina pesa, e até o filtro do Instagram cansa de tanto trabalhar. O melhor mesmo seria criar um novo aplicativo de relacionamentos, mas em vez de mostrar a foto, já mostrava logo o combo: barriga inclusa, boletos parcelados e histórico de paciência. Porque no amor, meu amigo, perfeição é mito e barriga é só bônus de experiência.

O plano genial que deixa você rico… Só no Zap

O plano genial que deixa você rico… Só no Zap

Tem gente que nasceu para empreender… mas só na imaginação. O plano é simples: pegar dinheiro com o agiota, viajar pros Estados Unidos, trocar real por dólar como se fosse só apertar um botão, voltar pro Brasil e multiplicar por mágica. Matemática? Nenhuma. Risco de nunca mais voltar porque o agiota resolveu cobrar antes da viagem? Altíssimo. E ainda tem a crença de que casa de câmbio funciona como um mercado livre de ilusões, onde 500 mil reais viram 500 mil dólares na confiança. Se fosse assim, ninguém estudava economia, o Banco Central fechava as portas e todo brasileiro estava milionário só de rodar esse ciclo umas três vezes.

É o famoso plano que só funciona no grupo do WhatsApp, na mesa de bar ou na mente de quem acredita que já nasceu herdeiro da malandragem financeira. O agiota vai ficar rico, isso sim.

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