Os vídeos dos avós em 2080 prometem ser muito mais constrangedores do que ninguém imaginava

Os vídeos dos avós em 2080 prometem ser muito mais constrangedores do que ninguém imaginava

A tecnologia mudou tanto que, no futuro, o maior susto da família talvez nem seja descobrir um vídeo antigo do avô, mas perceber que ele era criador de conteúdo antes mesmo de existir vergonha na internet. Antigamente, o registro histórico da família era alguém plantando, pescando ou consertando alguma coisa. Hoje, basta abrir a galeria para encontrar desafios, dancinhas, filtros estranhos e coreografias que pareciam uma ótima ideia por exatos quinze segundos. O museu da humanidade deixou de ser feito de documentos importantes e passou a ser composto por vídeos gravados na vertical, com música estourada e gente jurando que estava fazendo história. E, no pior dos casos, estava mesmo.

O mais engraçado é imaginar os netos tentando explicar que o patriarca da família ficou famoso porque sabia rebolar sincronizado com um áudio que ninguém mais lembra. A herança deixou de ser apenas um terreno ou uma coleção de ferramentas e passou a incluir centenas de vídeos que dão mais vergonha do que orgulho. Daqui a algumas décadas, a frase “seu avô era trabalhador” pode ganhar um concorrente de peso: “seu avô viralizou fazendo uma dancinha que ninguém consegue assistir até o fim sem fechar um olho”. A evolução da internet provou que envelhecer é inevitável, mas deixar provas digitais das próprias decisões duvidosas virou praticamente um patrimônio de família.

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